Organização Internacional para Migrações faz parte do sistema das Nações Unidas

Chefe da OIM, William Lacy Swing e Ban Ki-moon assinam o acordo entre OIM e ONU.

Chefe da OIM, William Lacy Swing e Ban Ki-moon assinam o acordo entre OIM e ONU.

Secretário-geral defende que acordo assinado em Nova Iorque vai reforçar resposta coletiva à questão dos migrantes; chefe da OIM destaca momento divisor das águas nos 65 anos da agência, um em cada sete habitantes do planeta é migrante.

As Nações Unidas assinaram esta segunda-feira um acordo com a Organização Internacional para Migrações, OIM, que formaliza a adesão da agência ao sistema da ONU.

O secretário-geral, Ban Ki-moon, assinou o pacto na Reunião de Alto Nível sobre Migrantes e Refugiados, onde congratulou a agência.

Diálogo

Ban Ki-moon disse que o entendimento assinado em Nova Iorque prevê fortalecer a resposta coletiva. Para o chefe da ONU, deve ser mudada a forma como se fala dos refugiados e migrantes e dialogar com eles.

O acordo prevê o estreitamento da cooperação e o aumento da capacidade para cumprir os mandatos das duas partes “no interesse dos migrantes e dos Estados-membros”.

Comunidades

O chefe da OIM, William Lacy Swing, disse tratar-se do momento divisor das águas nos 65 anos de existência da entidade. Ele disse que a migração é hoje um problema global e uma prioridade para todos os governos.

Swing destacou que o mundo está em movimento e num período de mobilidade humana sem precedentes, onde 1 mil milhão dos 7 mil milhões de habitantes   são migrantes, “o equivalente a uma em cada sete pessoas”.

As Nações Unidas reconhecem a OIM como um ator indispensável na área da mobilidade humana, que inclui a proteção dos migrantes e das pessoas deslocadas em comunidades afetadas pela migração.

Planos

A atuação da OIM será em áreas de reassentamento e no regresso voluntário dos refugiados, além de envolver a migração nos planos de desenvolvimento dos países onde estes se estabelecem.

Na ocasião, o presidente da Assembleia Geral disse que todos devem reconhecer o papel positivo dos migrantes nos países onde vivem. Peter Thomson disse que deve ser assegurando que refugiados e migrantes não sejam ignorados.

*Com informação da Radio ONU.

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