Feira de Santana: Aberto marca comemoração dos 21 anos do Cuca e encerra as atividades com show de Raimundo Sodré

Aberto marca comemoração dos 21 anos do Cuca.
Aberto marca comemoração dos 21 anos do Cuca.
Aberto marca comemoração dos 21 anos do Cuca.
Aberto marca comemoração dos 21 anos do Cuca.

Música, dança, teatro, artes plásticas e visuais, fotografia, cinema, cultura popular, paisagismo, artesanato, literatura e diversas outras linguagens artísticas dão um colorido especial ao Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) na quinta (22/09/2016), data em que a Instituição comemora 21 anos de fundação.

Realizado há dez anos, o Aberto do Cuca já faz parte do calendário cultural da cidade e tem importância fundamental no processo de fomento à cultura e à arte em Feira de Santana. “O Aberto se configura como uma oportunidade para artistas consagrados e anônimos mostrarem seus trabalhos, já que a cidade ainda é carente em termos de espaços, inclusive midiáticos, voltados aos segmentos artísticos, embora tenha uma vasta produção cultural”, ressalta Rosa Eugênia Vilas Boas, diretora do Cuca.

De acordo com a vice-reitora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Norma Lúcia Fernandes de Almeida, além de divulgar a produção artística local, eventos como o Aberto e a Feira do Livro, que também está acontecendo essa semana, na Praça do Fórum, contribuem sobremaneira para formação de plateia e de leitores.

“A Uefs, através do Cuca e da Pró-Reitoria de Extensão, é uma grande fomentadora de cultura. E acaba por fazer um pouco o papel que seria de outras instituições e políticas públicas. Em todo caso, a promoção desses eventos é imprescindível para a vida cultural do município, porque é um incentivo. A Feira do Livro, por exemplo, já não é mais um evento da Universidade, e sim da cidade, contando com o apoio das Secretarias de Cultura e Educação do Município e do Estado”, lembra.

O corretor de imóveis Paulo Marcelo Matos participou pela primeira vez do Aberto. Ele disse que gostou muito do formato do evento. “É uma excelente oportunidade de acesso à cultura e às artes. Fico feliz por ver as entidades promotoras de cultura em Feira de Santana abrindo cada vez mais espaço e a comunidade se mobilizando para participar de eventos como esse, tão importantes para a formação humana”, destaca.

Maria das Graças Oliveira é aluna das Oficinas de Criação Artística (OCA) do Cuca desde 2002 e não perde uma edição do Aberto. Ela salienta que a convivência diária com a arte, além de ser uma terapia, é uma oportunidade de profissionalização. E que a realização do evento dá aos artistas e artesãos, muitos deles também alunos da Instituição, a oportunidade de mostrar seus trabalhos. “O evento reúne pessoas de vários lugares em torno da arte e da cultura e isso é muito bom para a cidade. Acho que os gestores do município precisam incentivar mais a realização desse tipo de evento”, sugere.

Chacal produz joias artesanais e já participou de várias edições do Aberto. Para ele, o evento é uma vitrine para as artes. “O Cuca tem uma importância fundamental não só para a Feira de Santana, mas para a região como um todo. E a promoção desse evento abre um espaço privilegiado para os artesãos que não têm a merecida visibilidade. Falta, no entanto, um maior incentivo por parte dos políticos, para que esse evento cresça ainda mais e outros possam vir a ser fomentados”, observa.

A artesã Conceição Fadigas trabalha com marchetaria e outras técnicas que utilizam móveis e caixas de madeira como suporte e, pela primeira vez, está expondo a sua produção no Aberto do Cuca. Ela disse que se sente gratificada. “Trabalhar com arte é sempre muito prazeroso e estar aqui hoje me dá uma satisfação muito grande, não só pelo contato com outras manifestações artísticas, mas também pela oportunidade de mostrar a minha arte ao outro. É um evento importantíssimo para Feira de Santana, porque dá às pessoas a chance do contato com outros valores, mais subjetivos e sublimes”, ressalta.

Consagrado internacionalmente, o artista plástico argentino Jorge Galeano está radicado em Feira de Santana há mais de 20 anos. Desde a criação do Cuca, dá aulas de pintura na OCA. O artista sempre participou do Aberto ministrando oficinas de pintura ao ar livre para crianças e adultos. Esse ano, ele trouxe uma novidade: a exposição “Os mundos possíveis”, em cartaz no Museu Regional de Arte (MRA) até o dia 21 de outubro. São 26 obras confeccionadas em acrílica sobre tela, nas quais o artista retrata as paisagens luminosas e míticas que habitam seu mundo interior.

“Preparei essa exposição durante um ano, em meu ateliê, que fica numa sala localizada no subsolo de um dos prédios que compõem o Cuca. Nessa espécie de ‘cela de monge’, um ‘buraco’ sem janelas e sem entrada de luz natural, floresceram as paisagens que trago dentro de mim. Juntei, na verdade, duas exposições: uma, composta por 14 telas comemorativas dos meus 25 anos de pintura em Feira, e outra formada por 12 obras, que, em novembro, seguirão para Berna, na Suíça, para exposição na Galerie am Gurten. Em todas elas, retomo o tema da natureza, que me é tão caro”, explica o artista, para quem a importância do Aberto está no fato de concentrar, democraticamente, todas as atividades artísticas da cidade.

Além da exposição de Galeano, também está em cartaz no MRA a mostra “Neo Fovismo”, do artista plástico Vivaldo Lima. Exposições de outros artistas plásticos baianos também podem ser visitadas em outras dependências do Cuca. O Aberto do Cuca encerrou suas atividades com o show do cantor e compositor baiano Raimundo Sodré, célebre autor de “A Massa”, canção aclamada pelo público durante o Festival MPB 80, até hoje carro-chefe do vasto e brilhante repertório do artista.

Redação do Jornal Grande Bahia
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