Governo Temer mina democracia, diz congressista norte-americano

O congressista norte-americano Alan Grayson.
O congressista norte-americano Alan Grayson.
O congressista norte-americano Alan Grayson.
O congressista norte-americano Alan Grayson.

O congressista norte-americano Alan Grayson manifestou nesta quarta-feira (13/07/2016), durante sessão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, sua “preocupação” em relação à situação política do Brasil.

Para ele, o governo golpista de Michel Temer, “mina a democracia” no país por meio do processo de impeachment contra a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e do estabelecimento de políticas opostas àquelas votadas pela maioria da população nas urnas.

Grayson, deputado do Partido Democrata pelo Estado da Flórida, afirmou que Dilma foi reeleita “porque a maioria dos brasileiros quis que suas políticas progressistas continuassem”.

Após sua reeleição, “alguns membros da oposição de direita começaram a questionar os resultados” do pleito e foram “ajudados pela mídia conservadora no Brasil” na acusação que motivou o processo de impeachment contra a presidente, disse o deputado.

“O governo interino está implementando as mesmas políticas que foram rejeitadas pela maioria dos eleitores brasileiros: cortando programas sociais, cortando educação, cortando habitação, cortando saúde. Essas eram coisas que o povo [brasileiro] queria. É pelo que eles votaram, e o governo interino mina a democracia negando essas coisas para as pessoas que votaram por elas”, disse Grayson, que apoiou Bernie Sanders durante a disputa pela candidatura presidencial por seu partido.

O Itamaraty afirmou que não comentaria as declarações do deputado norte-americano.

Leia abaixo uma tradução para o português da declaração do deputado Alan Grayson:

“Eu gostaria de expressar minha preocupação em relação aos eventos que estão acontecendo agora no Brasil. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita porque a maioria dos brasileiros quis que suas políticas progressistas continuassem. Mas, logo depois da reeleição, alguns membros da oposição de direita começaram a questionar os resultados da eleição.

Ajudados pela mídia conservadora no Brasil, eles a acusaram de manipular o orçamento para pagar programas sociais. Mas, agora, eles levaram isso mais adiante, além de suas acusações, e a forçaram a sair temporariamente do cargo por meio do impeachment, e a colocando fora do poder enquanto esse processo [de impedimento] acontece.

O governo interino está implementando as mesmas políticas que foram rejeitadas pela maioria dos eleitores brasileiros: cortando programas sociais, cortando educação, cortando habitação, cortando saúde.

Essas eram coisas que o povo [brasileiro] queria. É pelo o que eles votaram, e o governo interino mina a democracia negando essas coisas para as pessoas que votaram por elas.

Minha mensagem é simples: democracia importa. Votos importam. Em todo o mundo, estamos vendo direitistas tentando negar às forças democráticas seu poder legítimo, advindo de eleições que venceram.

Na Inglaterra, nós vemos um esforço para minar os resultados do Brexit. Em Portugal, a mesma coisa aconteceu quando uma maioria de esquerda ganhou o Parlamento. E, aqui nos Estados Unidos, tem havido esforços para minar o presidente. Isso precisa terminar. A democracia importa.”

Redação do Jornal Grande Bahia
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