Exclusiva: ministro Geddel Viera Lima diz que reformas fundamentais vão ocorrer e que Temer vai governar pelos próximos dois anos

Geddel Vieira Lima: O governo do PT deixou uma herança muito ruim, um déficit público imenso, dívida pública, gastos mal feitos. Mas, eu percebo claramente que o país, agora, com as primeiras medidas de austeridades do presidente Temer, começa a resgatar a confiança.

Geddel Vieira Lima: O governo do PT deixou uma herança muito ruim, um déficit público imenso, dívida pública, gastos mal feitos. Mas, eu percebo claramente que o país, agora, com as primeiras medidas de austeridades do presidente Temer, começa a resgatar a confiança.

Ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Geddel Quadros Vieira Lima, é entrevistado pelo Jornal Grande Bahia sobre retomada da capacidade de investimento do Estado, perspectiva temporal para que os investimentos ocorram, relação entre o PMDB e o PT da Bahia. Além de abordar esses temas, O ministro avalia a performance dos governos Rui Costa, ACM Neto e José Ronaldo de Carvalho, e o processo eleitoral de 2016

A entrevista ocorreu em Terra Nova, no sábado (16/07/2008), durante o lançamento da pré-candidatura de Humberto Teixeira de Sena Filho (Humbertinho, PMDB) à prefeito do município.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia — Como avalia cenário econômico do governo e qual a perspectiva de retomada da capacidade de investimento do estado nacional?

Geddel Vieira Lima — O Brasil passa um momento difícil. O governo do PT deixou uma herança muito ruim, um déficit público imenso, dívida pública, gastos mal feitos. Mas, eu percebo claramente que o país, agora, com as primeiras medidas de austeridades do presidente Temer, começa a resgatar a confiança e isso é o primeiro passo para que nós possamos ter os investidores, tanto nacionais como estrangeiros, voltando a colocar recursos em atividade produtiva para gerar os empregos que o Brasil está precisando.

JGB — Qual a perspectiva de prazo para que esses investimentos comecem a ocorrer?

Geddel Vieira Lima —Tem muita coisa para fazer, nós temos reformas importantes, a PEC da taxa de gastos, a reforma da previdência, a reforma trabalhista. O importante é que a confiança volte, os investidores tornem a acreditar no Brasil, coloque seus recursos e que o Brasil possa se reencontrar, se pacificar, pois, o país está muito conflagrado, não dá mais aquela história de nós contra eles, nós precisamos voltar a ser uma nação única, trabalhando a uma mesma direção que a direção do desenvolvimento.

JGB —Em passado recente, PMDB e o PT atuaram em parceria na Bahia. Como entende a relação do governo federal com o governo da Bahia?

Geddel Vieira Lima — Eu acho que tem que ser uma relação institucional e eu já disse isso. Liguei para o governador a época e acho que o governador está errando na medida em que fica insistindo no discurso agressivo contra o governo federal. Eu não tenho dúvida nenhuma que o impeachment no Senado será aprovado agora, em agosto. O governo torna-se um governo definitivo em dois anos e meio e é importante que o governo federal e o governo estadual tem parceria naqueles projetos de interesse da sociedade.

JGB — Como o senhor avalia o governo Rui Costa?

Geddel Vieira Lima — Um governo mediano. É um governo que não fede nem cheira.

JGB — E o governo de ACM Neto em Salvador?

Geddel Vieira Lima — As pesquisas mostram que é um governo muito bem avaliado, criativo, é um governo que tem iniciativa, que passou todo seu primeiro período na oposição, mas que tem muitas coisas para mostrar, e o que é mais importante, muitas obras para mostrar realizadas com recursos próprios. Mostrando que quando você gerencia com austeridade, seriedade e não gastando mais do que arrecada, sobra recursos para investimentos.

JGB — Como avalia a gestão do prefeito José Ronaldo de Carvalho em Feira de Santana?

Geddel Vieira Lima — José Ronaldo é qualificado e eu tenho certeza que ele vai para uma reeleição como favorito.

JGB — Observando o processo político eleitoral, como o senhor analisa as possibilidades de eleição de majoritária e proporcionais de candidaturas ligadas ao PMDB?

Geddel Vieira Lima — Eu acho que nós vamos ter disputas em muitos municípios, ganhar em alguns e perder em outros. Mas, fundamentalmente, renovar as lideranças, montar uns palanques onde possamos levar nossas mensagens, projetando nossas alianças para 2018.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]