1946: Fundada a República Independente da Cochinchina

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Mapa com ilustração das fronteiras da República Independente da Cochinchina.
Mapa com ilustração das fronteiras da República Independente da Cochinchina.
Mapa com ilustração das fronteiras da República Independente da Cochinchina.
Mapa com ilustração das fronteiras da República Independente da Cochinchina.

A fundação da República Independente da Cochinchina pela França em 1º de junho de 1946, encerrou a política colonialista do século 19. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, o império francês virava uma página da História.

Os franceses chegaram à Península da Indochina em 1858, mas nunca conseguiram controlar mais que o sul do Vietnã, a Cochinchina, o “celeiro de arroz” do Sudeste Asiático, no delta do rio Mekong. Em 1874, a França estabeleceu dois protetorados na região: Anã, no centro, e Tonquin, no norte. Finalmente, em 1887, foi formada a União da Indochina, que reuniu sob o jugo colonial francês Anã, Tonquin, Cochinchina e Camboja.

Os franceses obtiveram grandes lucros com a exploração da borracha, do arroz e da madeira. Em 1940, a Indochina foi ocupada pelos japoneses. Com a retirada do Japão após a Segunda Guerra Mundial, os franceses reocuparam a península.

O Alto Comissário Francês para a Indochina, almirante George Thierry d’Argenlieu, formulou com as seguintes palavras os objetivos da política colonial da França: “Precisamos assegurar a manutenção e ampliação de nossa influência e de nossos interesses econômicos, bem como garantir a proteção das minorias étnicas. Além disso, temos de nos preocupar com nossas bases estratégicas e a defesa da união francesa”.

EUA negaram ajuda

Como fizera nas batalhas contra os japoneses na Segunda Guerra Mundial, Paris pediu, sem sucesso, o apoio dos Estados Unidos. No entanto, a política de Roosevelt e, mais tarde, a de Truman, foram claramente anticolonialistas e ambos negaram a ajuda.

As reservas de Washington em relação à França levaram o líder dos povos do norte e do centro do Vietnã, Ho Chi Minh, por sua vez, a depositar suas esperanças nos EUA. Ele disse ao oficial do serviço secreto norte-americano, major Archimedes Patti, que os vietnamitas nunca entrariam em guerra contra os EUA, “um país que eles amam”.

Interessados em ter a França como forte aliada na Europa, os norte-americanos também negaram ajuda aos vietnamitas. A ordem de Roosevelt e Truman era não tomar partido na questão da Indochina. Ho Chi Minh não obteve sequer o desejado apoio moral dos EUA. Ignorada pelos norte-americanos, a Liga pela Independência (Vietminh), criada em 1939, no entanto, acabou sendo apoiada pela China.

O Vietminh passou a combater o expansionismo francês em direção a Hanói e a exigir a independência da República da Cochinchina. O objetivo era livrar a Indochina da ocupação francesa. O almirante d’Argenlieu reagiu, dizendo que a França não tinha a intenção de conceder a independência total aos povos da Indochina. “Isso seria uma perigosa quimera em relação aos interesses de ambos os partidos”, declarou.

Nova estratégia de Paris

A fundação da Cochinchina em 1946 marcou o início da primeira guerra na Indochina. Paris, no entanto, viu logo que não se tratava de um país “independente” e adotou uma nova estratégia: a 23 de abril de 1949, novamente dissolveu a República Independente da Cochinchina e instalou em seu lugar a República do Vietnã do Sul. O Vietminh não reconheceu esse Estado fantoche dos franceses e a guerra continuou até a derrota francesa em Diem Bien Phu, em maio de 1954.

O cenário do conflito colonial francês virou, então, palco da Guerra Fria do “ocidente livre” (os EUA) contra “as forças das trevas e do comunismo” (o Vietcong). Os norte-americanos fariam a mesma experiência amarga dos franceses: não tiverem meios – nem mesmo militares – de conter o movimento pela independência dos povos da Indochina. Em 1975, derrotados, os EUA foram obrigados a se retirar do Vietnã.

O dia 1º de junho de 1946, data da fundação da República Independente da Cochinchina pela França, foi um marco histórico do fim da política colonialista do século 19. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o império francês virava uma página da História.

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