Emoção e aplausos no encerramento do revezamento da Tocha Olímpica em Feira de Santana

O guarda municipal Reginaldo Pinto foi o último a conduzir a Tocha.O guarda municipal Reginaldo Pinto foi o último a conduzir a Tocha.
Revezamento da Tocha Olímpica, em Feira de Santana.

Revezamento da Tocha Olímpica, em Feira de Santana.

Após percorrer 7,2 quilômetros, em um trajeto que durou menos de uma hora e trinta minutos, o principal símbolo dos Jogos Olímpicos chegou em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana, sob os aplausos de dezenas de pessoas. Muitas crianças, jovens e adultos se renderam a festa para recepcionar a Tocha Olímpica.

Faltavam poucos minutos para as 10h30, quando o guarda municipal Reginaldo Pinto chegou trazendo a Tocha Olímpica. Os estudantes da rede municipal de ensino, que participam do Projeto Música nas Escolas, recepcionaram cantando uma das canções mais marcantes do esporte brasileiro: “Tema da Vitória”. Grupos de capoeira e fanfarras de escolas do município também se apresentaram.

O prefeito José Ronaldo de Carvalho e o arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Feira de Santana, dom Zanoni Demettino Castro, acompanharam a festa de chegada. “As olimpíadas é um evento que emociona o mundo inteiro e de grande importância para o esporte. Ver as pessoas aplaudindo, vibrando com a passagem da tocha olímpica é algo que contagia. Agradeço o carinho do povo feirense e de todos que se envolveram na passagem da chama olímpica em nossa cidade”, disse o prefeito.

O ponto de partida do revezamento começou no bairro Capuchinhos, em frente à Paróquia Santo Antônio, na avenida Presidente Dutra. Daí o comboio seguiu em direção à rua Felinto Marques de Cerqueira, passou pela General João Costa, percorreu pela avenida João Durval Carneiro, Newton Rique e rua Frei Caneca até chegar na avenida Maria Quitéria.

A última etapa do percurso seguiu sentido o centro da cidade, saindo da Maria Quitéria e entrando na rua Carlos Valadares. Os atletas seguiram pela avenida Senhor dos Passos até o cruzamento com a Getúlio Vargas, onde já de frente à Prefeitura foram recebidos.

Hoje ainda, o símbolo das Olimpíadas 2016 segue para o município de Riachão do Jacuípe, depois para Capim Grosso e Senhor do Bonfim. Os Jogos Olímpicos 2016 serão realizados na cidade do Rio de Janeiro, durante o mês de agosto.

História da chama olímpica

Essa é uma história de quase 3 mil anos. Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o fogo um elemento divino e mantinham chamas acesas em frente a seus principais templos – como o santuário de Olímpia, palco dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Para assegurar sua pureza, as chamas eram acesas por meio de uma “skaphia” – espécie de espelho côncavo que converge os raios do sol para um ponto específico.

Para manter a tradição, esse ritual é realizado até hoje. De 90 a 100 dias antes de cada edição dos Jogos, a chama Olímpica é acesa nas ruínas do Templo de Hera, na cidade de Olímpia, na Grécia. O cenário original é recriado para a solenidade, com mulheres caracterizadas como “sacerdotisas” para acender a chama.

Uma vez acesa, a chama é conduzida por meio de tochas, em um grande revezamento, até a cidade-sede dos Jogos. Na rota, uma série de festividades anunciam a chegada do evento. O revezamento termina com o acendimento da pira Olímpica na cerimônia de abertura.

Revezamento

Ao longo de 95 dias, 12 mil pessoas participam do revezamento da Tocha Rio 2016. Elas têm a missão de conduzir a chama Olímpica pelo Brasil, envolvendo todo país no clima dos Jogos.

Na rota, estão mais de 300 cidades e os 27 estados do país. Um total de 20 mil quilômetros em terra e 10 mil milhas aéreas em trechos das regiões Norte e Centro-Oeste, entre Teresina e Campo Grande – sem que o fogo se apague.

Cada condutor leva a chama por cerca de 200 metros – vale lembrar que o que é passado no revezamento é a chama Olímpica, acesa na Grécia, e não a tocha. A parada-final da chama é a cerimônia de abertura, no Maracanã, onde a pira Olímpica é acesa, dando início aos Jogos.

O que os 12 mil condutores têm em comum? São pessoas que fazem a diferença, seja no esporte ou em suas comunidades. Eles foram selecionados a partir de quatro campanhas diferentes, promovidas pelo Comitê Rio 2016 e pela Coca-Cola, Nissan e Bradesco, patrocinadores oficiais do revezamento.

O guarda municipal Reginaldo Pinto foi o último a conduzir a Tocha.

O guarda municipal Reginaldo Pinto foi o último a conduzir a Tocha.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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