Assembleia Legislativa da Bahia debate reforma agrária e faz ‘ato contra o golpe’

Deputado Marcelino Galo em audiência com trabalhadores do campo em 2015 na Assembleia Legislativa.
Deputado Marcelino Galo em audiência com trabalhadores do campo em 2015 na Assembleia Legislativa.
Deputado Marcelino Galo em audiência com trabalhadores do campo em 2015 na Assembleia Legislativa.
Deputado Marcelino Galo em audiência com trabalhadores do campo em 2015 na Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa da Bahia realiza nesta quinta-feira (14/04/2016), às 9 horas, no plenário da Casa, uma sessão especial pela Reforma Agrária que lembra o assassinato de 19 trabalhadores rurais pela Polícia Militar no sudeste do Pará, em 1996.  O episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás completa 20 anos no próximo domingo (17), Dia Internacional de Luta pela Terra e Justiça no Campo. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, deputado estadual Marcelino Galo (PT), a atividade, que contará coma presença do dirigente da Frente Nacional de Lutas, Zé Rainha, e de movimentos sociais, homenageará o Projeto Integrado de Pesquisa “A Geografia dos Assentamentos na Área Rural” (GeografAR), da UFBA, e terá também “um ato em defesa da democracia e contra o golpe branco em curso no Brasil”.

 “O evento, que reunirá assentados da reforma agrária, sem terra, sem teto, povos do campo, comunidades quilombolas, movimentos sociais da pesca e da cidade, reforça nossa luta pela terra, por reforma agrária e justiça no campo. Temos o entendimento de que é preciso avançar com a reforma agrária que, infelizmente, segue parada no Brasil contribuindo, assim, para que as desigualdades e a violência persistam em nossa sociedade. Com a tentativa de golpe empreendida pela direita, esse quadro pode piorar significativamente no país”, alerta Galo, que criticou a prisão do cacique Babau, em Olivença, no sul da Bahia, o assassinato de dois sem terra e o atentado contra nove pessoas, feridas a bala, por policiais militares do Paraná também na última quinta-feira (7). “Há uma tentativa evidente de criminalizar os movimentos sociais, de encurralar e amedrontar lideranças sociais que fazem uma luta justa e legítima por direitos que historicamente foram negados a maioria da nossa população pelo Estado brasileiro e pela elite preguiçosa. É preciso, portanto, compreender o momento histórico que estamos vivendo e empreender a luta democrática contra o golpe, por justiça e mais avanços nas conquistas sociais”, endossou Marcelino Galo, que foi superintendente do INCRA entre 2003 e 2005.

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