Centrais sindicais defendem Lula como ministro

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Lula em evento de sindicalistas na Casa de Portugal em São Paulo.
Lula em evento de sindicalistas na Casa de Portugal em São Paulo.
Lula em evento de sindicalistas na Casa de Portugal em São Paulo.
Lula em evento de sindicalistas na Casa de Portugal em São Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (23/03/2016) de um evento organizado por centrais sindicais na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. O ato, segundo as centrais, defende “a democracia e o Estado de Direito” e é contrário ao processo de impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff, chamado por eles de golpe.

Lula chegou ao local por uma porta traseira, sem falar com a imprensa. O ex-presidente subiu ao palco ao som de uma das músicas de suas campanhas à Presidência, conhecida pelo refrão “Lula lá” e sob gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Um vídeo com a hashtag #Lulavalealuta, com depoimentos e fotos de apoio de várias pessoas de fora do país segurando uma placa com a frase “Democracia no Brasil”, foi exibido no início do ato. Entre os depoimentos estava o do ator norte-americano Danny Glover e o do presidente do Equador, Rafael Correa.

No início do evento, eles também distribuíram um documento em que explicam serem de “de diferentes tendências sindicais” e que manifestam “total solidariedade à presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro e ao companheiro e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e exigimos a imediata efetivação de sua posse como ministro-chefe da Casa Civil”.

O ato é apoiado principalmente pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), mas há também representantes de outras centrais como a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e até da Força Sindical, representada por João Carlos Gonçalves, o Juruna.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, conhecida voz de oposição ao governo federal, não compareceu. Segundo funcionários da Casa de Portugal, havia cerca de 1 mil cadeiras no auditório onde acontece o ato, quase todas ocupadas.

Manifesto

Durante o evento, as centrais distribuíram a jornalistas um documento conjunto, que será lido mais tarde, chamado Garantir a democracia brasileira e o respeito à Constituição Cidadã. Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. Eles começam o documento dizendo que a “a ameaça de golpe de quem quer rasgar a Constituição está aprofundando a recessão econômica e aumentando o desemprego no Brasil” e colocando “em sério risco a democracia, os direitos da classe trabalhadora e a soberania nacional”.

“Expressamos a convicção de que Lula, na condição de maior líder político e popular do país, merece e goza da plena confiança e solidariedade dos dirigentes e da classe trabalhadora brasileira e irá contribuir de forma decisiva para solucionar a crise política e institucional que perturba o Brasil”, diz o documento ao fazer referência de defesa pela efetivação de Lula como ministro.

Para os sindicalistas que assinam o texto, “somente a via democrática, sem subterfúgios ou à margem da Constituição, poderá criar as condições para a retomada do crescimento e a geração de empregos no país”. Para eles, “Lula, como ministro-chefe da Casa Civil, poderá dialogar com as diversas forças políticas do país”.

*Com informação da Agência Brasil.

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