Velho conhecido do brasileiro, Aedes aegypti volta a assustar o país em 2015

Infográfico sobre ciclo de reprodução do Aedes Aegypti.
Infográfico sobre ciclo de reprodução do Aedes Aegypti.
Infográfico sobre ciclo de reprodução do Aedes Aegypti.
Infográfico sobre ciclo de reprodução do Aedes Aegypti.

A procura por repelentes em farmácias e drogarias de todo o país está em alta neste verão e o produto dificilmente é encontrado nas prateleiras. Tudo em razão da circulação de um velho conhecido do brasileiro: o mosquito Aedes aegypti. Além da dengue e da febre chikungunya, o vetor também transmite o vírus Zika, recém-chegado ao Brasil.

Na semana passada, o Ministério da Saúde alertou que as medidas de combate ao mosquito devem ser reforçadas durante as férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados e com maior circulação de pessoas. A recomendação aos viajantes é que, antes de saírem de casa, façam uma vistoria para eliminar recipientes que possam acumular água parada e servir como criadouro.

O ciclo de reprodução do Aedes aegypti, do ovo à forma adulta, pode levar de cinco a dez dias. Por isso, segundo o governo, mesmo em uma viagem curta, é preciso estar atento aos cuidados e à prevenção. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar foco do mosquito e afetar toda a vizinhança.

Em entrevista, a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei, explicou que o aumento de casos de infecção pelos três tipos de vírus durante o verão é esperado em razão de características biológicas do Aedes. Os ovos do mosquito, segundo ela, podem ficar grudados às laterais internas e externas de recipientes por até um ano sem água e, cinco ou seis dias após a primeira chuva, já formam novos insetos.

“No Brasil, as condições climáticas não são regulares. Há uma intersecção muito grande, com fenômenos como chuva e temperaturas mais altas acontecendo durante a maior parte do tempo. Temos áreas mais frias sim, mas somos um país de clima todo tropical. Na maior parte do ano, temos temperaturas que variam de amena a mais quente e áreas chuvosas”, destacou.

O Ministério da Saúde informou que enviou, este mês, larvicida a diversos estados do Nordeste e do Sudeste brasileiro em quantidade suficiente para tratar um volume de água equivalente a 3.560 piscinas olímpicas, totalizando mais 17,9 toneladas do produto utilizado para eliminar as larvas do mosquito.

Este ano, foram enviadas, ao todo, 114,4 toneladas de larvicida para todo o país, numa tentativa de tratar 57,2 bilhões de litros de água. Para o próximo ano, a pasta divulgou que já adquiriu mais 100 toneladas do produto, quantidade que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016, totalizando investimento da ordem de R$ 10 milhões.

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