Feira de Santana: menino de 13 anos precisa de doação de medula, sangue e plaquetas

João Cesar de 13 anos sofre de aplasia na medula.
João Cesar de 13 anos sofre de aplasia na medula.
João Cesar de 13 anos sofre de aplasia na medula.
João Cesar de 13 anos sofre de aplasia na medula.

A quarta-feira(09/09/2015) foi mais um dia de Adriana Batista de Jesus levar o filho João Cesar de Medeiros Neto, de 13 anos, ao Hospital Estadual da Criança (HEC) em Feira de Santana, devido a sangramentos e outras perturbações. A rotina, segundo ela, se repete toda semana: Ele é internado e precisa de doação de sangue e plaquetas. O quadro se deve à baixa imunidade, causada por uma aplasia medular em estado grave. Para que o menino seja curado, é necessário um transplante de medula o mais rápido possível.

Ele tem o tipo sanguíneo O positivo (pode receber de O positivo e negativo), mas as plaquetas podem vir de qualquer tipo de sangue. Mesmo assim, Adriana afirma que “é difícil ter” o material disponível na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba).

O irmão do garoto, José Adriano de Jesus Medeiros, de 11 anos, seria um doador de medula 100% compatível. Mas, ao realizar os exames que precedem a doação, descobriu-se que ele também é portador da doença.

Aplasia medular é uma doença rara, que faz com que a medula óssea – tecido encontrado no interior dos ossos – pare de produzir de forma satisfatória as células sanguíneas.

Quem pode doar

Para se tornar um doador de medula, basta estar saudável e ter entre 18 e 55 anos incompletos. Os interessados devem fazer o cadastro no Hemocentro de sua cidade, onde é colhida uma pequena amostra de sangue (5 ml). A medula se recompõe em apenas 15 dias. Em Feira, o Hemoba fica no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), ao lado da Emergência. O telefone é (75) 3221-6888.

Além do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), com cerca de 3,5 milhões de brasileiros inscritos, há os registros internacionais. O Sistema Único de Saúde (SUS) providencia as despesas de logística, como deslocamento e hospedagem. Em torno de 1.500 brasileiros aguardam um doador. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em um milhão, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Sem bolsa-família

Adriana paga aluguel e mora com sete dos seus oito filhos, todos menores de idade. Ela não recebe Bolsa-Família e vive apenas do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), no valor de um salário mínimo, e de uma pensão de R$ 150 por mês, dada pelo do pai das crianças, também desempregado. Apenas um dos remédios que precisam comprar para o menino custa cerca de R$ 180.

O problema, conforme Cadimiel Pereira, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), é que, conforme lei federal, “quem tem um benefício não pode ter dois”, sendo necessário recorrer então a entidades socioassistenciais.

Diante dessa situação, Adriana faz um apelo por doação de cestas-básicas para suprir as necessidades de sua família. Os números de telefones disponibilizados são  (75)3022-5295 e (75)8254-9093. Pode-se também falar com a mãe de Adriana, Vera Lúcia Batista de Jesus, pelo (75)8269-3919.

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