Premiação fortalece meta do TJBA Virtual de digitalizar todo o acervo de processos físicos

Presidente Eserval Rocha entrega prêmio 'Selo virtual.'.
Presidente Eserval Rocha entrega prêmio 'Selo virtual.'.
Presidente Eserval Rocha entrega prêmio 'Selo virtual.'.
Presidente Eserval Rocha entrega prêmio ‘Selo virtual.’.

Mais que a digitalização do acervo, as mudanças positivas no ambiente de trabalho e a transparência total na movimentação do processo são os principais ganhos do Projeto TJBA Virtual, que premiou nesta segunda-feira (20/07/2015), no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia, oito unidades judiciais.

A avaliação do juiz Júlio Gonçalves Júnior, da Vara Criminal de Valença, no Baixo Sul, é compartilhada pelos outros vencedores e pelos gestores do projeto, iniciado pelo Tribunal de Justiça da Bahia, com a publicação do Decreto Judiciário nº 216/2015.

O diretor-geral do TJBA, Franco Bahia, lembrou-se da data exata de início do projeto, 27 de fevereiro, ao destacar a participação das unidades que já operam com o acervo 100% digital. “É importante acreditar para poder dar certo”, disse, ao agradecer os juízes.

Magistrados e servidores da Vara da Infância e Juventude de Ilhéus; da 1ª Vara Cível de Juazeiro; da 2ª Vara Cível e Fazenda Pública de Jequié; da 2ª Vara Criminal de Simões Filho; da 2ª Vara Criminal de Valença; e dos juizados especiais cíveis de Euclides da Cunha, Canavieiras e Lauro de Freitas receberam a premiação, representada no selo Unidade Virtual, das mãos do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eserval Rocha.

Além do juiz Júlio Gonçalves, que usou o parlatório para se dirigir à plateia, o juiz Valnei Mota, da Vara Cível de Miguel Calmon, fez uso da palavra.

Ele contou sobre a mobilização promovida na comarca, após a reunião com servidores, advogados, representantes da Prefeitura e outras instituições da sociedade civil, para explicar a importância da digitalização de processos.

“Após o trabalho, três colaboradores conseguiram emprego”, lembrou, se referindo a voluntários que participaram da digitalização e enfatizando a importância de como iniciativas como essa podem contribuir para o crescimento profissional.

O magistrado também falou sobre métodos para motivar e integrar a equipe de servidores e a comunidade no processo de digitalização. “É importante que a sociedade civil participe e saiba o que representa trabalhar com acervo virtual”, disse.

Mérito

O juiz da 2ª Vara Cível e Fazenda Pública de Jequié, Tibério Coelho Magalhães, transferiu o mérito para a equipe de cinco servidores, que se comprometeram a digitalizar, cinco processos, por dia, até transformar todo o acervo de papel em meio digital.

Ao pensar brevemente sobre o trabalho desenvolvido, o magistrado esboçou o conceito de “investimento em tempo”, que segundo ele, leva a comunidade a quem interessa o processo, “ganhar mais à frente as horas investidas na digitalização hoje”.

Para o juiz Tibério, é preciso pensar também numa alteração da noção tradicional, construída ainda na modernidade, sobre as categorias espaço e tempo. “Agora, temos todo o espaço, e nem precisamos mais dele, e muito mais tempo que antes”, disse.

O juiz dos Juizados Especiais de Canavieiras, Eduardo Gil Guerreiro, está há dois anos na comarca e contou a satisfação sentida por toda equipe, quando os processos alcançaram os 100% de digitalização.

Segundo Guerreiro, o mérito deste trabalho cabe aos servidores da comarca. “É outra realidade poder acessar o processo qualquer hora, não mexer mais em papel, poder levar o trabalho para onde eu estiver. É um ótimo avanço”, disse.

O titular do Juizado Especial Cível de Lauro de Freitas, Marcelo Brandão, afirmou que o reconhecimento por parte da entrega do selo Unidade Virtual é mais uma motivação para a equipe, que vem desenvolvendo um “grande esforço”, na palavra do magistrado.

A secretária Carla Madalena, da 2ª Vara de Juizados de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, tem 11 anos na comarca. Ela considera a digitalização um dos principais avanços do Judiciário. “Contemplou nossa saúde, celeridade, a satisfação do público. Esse sistema virtual conseguiu contentar a todos”, afirmou.

A juíza Keyla Brito, que está no Juizado de Juazeiro desde 2007, junto com a escrivã Zuleica Xavier, exalta a melhora da saúde, além do avanço do controle total sobre o trabalho, a rapidez e a diminuição do acervo.

“Vivíamos em crise alérgica, mexendo em muitos papéis”, disse a escrivã. “Agora, não usamos mais remédios. O clima equipe melhorou bastante.”

A juíza disse que “o trabalho foi feito em três semanas, graças aos servidores, colaboradores e estagiários”.

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