Manifestação na Secretaria Estadual de Educação reunirá centenas de professores e estudantes das universidades estaduais da Bahia

Campi da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Campi da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Campi da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Campi da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Centenas de professores e estudantes da UESB, UNEB, UEFS e UESC realizam grande ato público em frente a Secretaria Estadual da Educação, a partir das 9h30, nesta quarta-feira (15/07/2015), em Salvador. Os docentes seguem em greve há 62 dias. O objetivo da atividade é denunciar a falta de vontade política do Estado nas negociações e pressionar o governador Rui Costa a apresentar soluções. No mesmo horário também acontece mais uma rodada de negociações com o governo.

Na tentativa de cansar o movimento grevista, a estratégia do governo é tornar o processo de negociação lento. Depois de 62 dias em greve, alguns encaminhamentos positivos foram sinalizados, mas nada foi resolvido. Os professores demonstram interesse em avançar nas discussões e apresentaram no dia 6 de julho sua contraproposta.

A categoria ressalta que a deflagração da greve e sua permanência são de responsabilidade exclusiva do governador Rui Costa e seu antecessor Jaques Wagner. Desde 2011, os professores reivindicam maior orçamento às universidades. O investimento é necessário para que as Instituições cumpram seu papel histórico de democratizar o ensino superior público no interior da Bahia. Sobre o respeito aos direitos trabalhistas, o movimento grevista exige a implementação de todas as promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho, direitos garantidos por lei e negados pelo governo.

Negociação

Para que as negociações avancem, a contraproposta dos professores tem como pontos:

– A revogação da lei 7176/97, que retira a autonomia de gestão das universidades;

– Aumento do repasse orçamentário, a partir de 2016, para 7 % da Receita Líquida de Impostos (RLI);

– Recomposição das verbas de manutenção, investimento e custeio com referência aos valores de 2013 mais a inflação acumulada do período;

– Respeito aos direitos trabalhistas, com a implementação de todos os processos de promoções, progressões e alterações de regime de trabalho, com orçamento extra ao já destinado às Universidades este ano. Além da garantia de fluxo para 2016.

– Alteração do quadro de vagas docente para 2015 e ampliação para 2016;

– Reposição integral, em uma única parcela, das perdas inflacionárias;

– Valorização da carreira docente por meio do aumento do percentual dos interstícios entre as classes e incentivos à pós-graduação.

 

Redação do Jornal Grande Bahia
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