Presa pela Polícia Federal, quadrilha lavava dinheiro em seis países

Polícia Federal deflagrou Operação Porto Victoria.
Polícia Federal deflagrou Operação Porto Victoria.
Polícia Federal deflagrou Operação Porto Victoria.
Polícia Federal deflagrou Operação Porto Victoria.

O esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Porto Victoria, deflagrada hoje (11/06/2015) pela Polícia Federal, contou com apoio de funcionários de instituições financeiras e doleiros. A ação prendeu 11 pessoas e apreendeu R$ 1 milhão em dinheiro. De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a estimativa é que os envolvidos tenham movimentado R$ 3 bilhões ao longo de três anos.

Segundo a polícia, trata-se de uma quadrilha transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

Entre os presos estão três funcionários de instituições financeiras. Segundo o delegado Alberto Ferreira Neto, o grupo usava empresas de fachada para fazer importações e exportações fictícias, que permitiam o envio e recebimento de dinheiro do exterior.

“A organização conseguiu cooptar alguns funcionários, inclusive de alto escalão, de corretoras e outras instituições financeiras. As empresas começaram a fazer operações de abertura de contas e movimentações para essas empresas que não existiam de fato”, destacou o delegado. Ele disse que estão envolvidos empregados de um banco e de duas corretoras de câmbio.

A polícia não forneceu o nome dos suspeitos, mas, de acordo com Ferreira Neto, alguns têm antecedentes de crimes contra o sistema financeiro. “São doleiros que trabalham comissionados, eles são os operadores do esquema”, ressaltou.

Os beneficiários do esquema são pessoas que querem enviar dinheiro ilegalmente para o exterior. “Por trás do operador do esquema, tem alguém que precisa tirar um grande volume de dinheiro da Venezuela ou alguém que está no Brasil e precisa remeter um grande volume de dinheiro para o exterior a fim de pagar comissão, propina ou uma operação de comércio exterior”, explicou.

Ferreira Neto disse que o próximo passo é identificar quem eram os clientes dos criminosos. “A próxima fase que nós adentraremos é a identificação dos clientes que usavam esse serviço. Porque, se nós temos a estrutura montada para a lavagem de dinheiro, nós temos que ter alguém interessado na prestação desse serviço”, acrescentou.

Os crimes foram descobertos a partir de investigação iniciada no ano passado, quando a agência norte-americana de Imigração e Alfândega solicitou que fossem apurados fatos envolvendo um brasileiro na organização criminosa.

De acordo com a polícia, trata-se de uma quadrilha transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

*Com informações da Agência Brasil.

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