Micareta de Feira de Santana é debatida em audiência pública

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Micareta de Feira de Santana é debatida em audiência pública.
Micareta de Feira de Santana é debatida em audiência pública.
Micareta de Feira de Santana é debatida em audiência pública.
Micareta de Feira de Santana é debatida em audiência pública.
Me. Carlos Augusto abordou características socioculturais e econômicas da Micareta de Feira de Santana.
Me. Carlos Augusto abordou características socioculturais e econômicas da Micareta de Feira de Santana.

A Câmara Municipal de Feira de Santana realizou, na manhã desta quinta-feira (18/06/2015), uma audiência pública para debater a realização da Micareta, atendendo requerimento da Comissão de Educação e Cultura.

O evento foi presidido pela vereadora Eremita Mota (PDT), presidente da referida Comissão, que compôs a Mesa de Honra juntamente com o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Rafael Pinto Cordeiro; e o presidente da Casa da Cidadania, Reinaldo Miranda, o Ronny (PSDB).

Os principais pontos abordados na audiência pública foram a data de realização da festa, mudança do local, valorização dos artistas da terra, maior divulgação da Micareta, valorização do Espaço Quilombola e importância da participação de todos os segmentos no debate.

O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Rafael Cordeiro, destacou a importância da iniciativa do Poder Legislativo em discutir a Micareta de Feira de Santana. “Quero parabenizar o presidente da Casa da Cidadania, o vereador Ronny pela iniciativa. É neste momento que se mostra a harmonia entre os dois poderes: Legislativo e Executivo”, afirmou.

Rafael Cordeiro acredita que a festa faz parte da história do cidadão feirense e que diante de tamanha importância, a Micareta precisa ser debatida durante todo o ano. “A Micareta que representa a nossa cidade eleva estima do cidadão e, por isso, deve ser amplamente debatida, não só hoje, nem durante a festa, mas todo o período”, avalia o secretário.

O diretor de eventos da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, Naron Vasconcelos, também parabenizou a Câmara Municipal em incentivar e proporcionar o debate. “Pela primeira vez esta Casa se manifesta para tratar de um assunto importante que é a Micareta de Feira, o primeiro Carnaval fora de época do país, o segundo maior evento do estado da Bahia e o primeiro de Feira de Santana. Esta Casa foi sensível em discutir a festa, que precisa ser discutida dentro de um conceito profissional”, ressaltou.

Os vereadores presentes apresentaram as mais diversas opiniões a respeito da festa. As sugestões de mudança do local da Micareta da avenida Presidente Dutra para avenida Nóide Cerqueira ou até mesmo para o Parque de Exposições dividiram opiniões.

O cientista social e jornalista Carlos Augusto abordou abordou características socioculturais e econômicas da Micareta de Feira de Santana e pontou a necessidade de priorizar a produção musical da Região Metropolitana de Feira de Santana com a finalidade de ampliar a visibilidade social dos valores e atores culturais que refletem o cotidiano dos municípios da região.

Foi proposto por alguns edis que a data da Micareta seja em um período próximo ao Carnaval de Salvador, como forma de atrair turistas. Também defenderam maior incentivo a blocos tradicionais, como Bacalhau na Vara e Euterpe Feirense; fechamento do comércio durante os festejos; além da valorização do artista da terra, padronização das barracas no circuito da festa, melhorias na infraestrutura, entre outras questões que podem abrilhantar o evento.

Claudio Pereira, presidente da Associação de Blocos de Feira de Santana chamou atenção para a questão do pagamento do Imposto Sobre Serviços. “O ISS deve ser pago por todos os blocos, gostaria de saber por que alguns blocos pagam e outros não e, mesmo assim, desfilam”, questionou. Também chamou atenção do secretário Rafael Cordeiro para a importância da participação do Conselho de Festejos Populares nos debates das festas que são realizadas no município.

A imprensa representada por diversos membros de veículos de comunicação também opinou a respeito da Micareta, colocando os mais diferentes pontos de vista. A importância de a categoria participar do debate foi ressaltada.

Quanto à mudança da data do evento, esta questão contou com opiniões divergentes, alguns defenderam que a Micareta seja realizada no mês de janeiro e outros acreditam que se isto acontecer a festa pode acabar. A questão dos camarotes alternativos, a dificuldade que muitos veículos de comunicação têm encontrado em colocar camarotes na avenida e exclusividade de cervejarias também foram assuntos abordados pelos profissionais da imprensa presentes na audiência pública.

O diretor do Bloco Lá Vem Elas, Valter Lima, salientou que o diferencial da Micareta de Feira de Santana é a participação popular. “A Micareta tem a tradição que nenhuma outra tem, que é a participação popular. A gente já esteve em cidades onde aconteciam Micaretas fora de época, mas que acabaram, porque não tinham a participação da população”, avalia.

O diretor acredita ainda que a festa traz benefícios econômicos a todos os segmentos. “Nenhum evento tem um impacto na economia de diversos segmentos como a Micareta, todos os segmentos ganham com a festa e, isso, a gente não pode, em hipótese nenhuma, achar que é sem importância”, ressaltou Valter Lima.

Empresários de Feira de Santana também participaram da audiência pública, destacando a ausência de uma mídia forte para promover a festa em outros estados. A Micareta como forma de produto forte e que deve ser divulgado para que seja vendido pelo país foi o foco da fala do empresariado feirense.

O Presidente do Conselho Fiscal da Associação de Bandas e Artistas de Feira de Santana, Jeisiel de Jesus Santos, destacou a questão da valorização do artista feirense.  “Quero dizer que a nossa cobrança e insatisfação é referente, exclusivamente, com os artistas do nosso Município. Não acontece um reconhecimento desses artistas”, enfatizou o representante dos músicos.

Jeisiel pontuou algumas questões que, segundo ele, têm causado insatisfação da categoria. “Precisamos de valorização, melhores horários, uma maior rapidez na questão dos contratos com a antecipação dos cachês, como é feito com os grandes artistas, pois os artistas da terra só recebem após 90 dias. Já são cinco anos em que os mesmos artistas participam da festa, e precisamos de um rodízio. A gente deve se preocupar em valorizar os artistas do Município, pois são colocados nos piores horários e nos priores trios elétricos. Este ano, mais uma vez, artistas ficaram sem tocar por falta de trios elétricos”, relatou.

Lourdes Santana, representante do Conselho da Comunidade Negra e Indígena, abordou a questão do Espaço Quilombola, mas também chamando atenção para uma possível padronização das barracas colocadas na avenida. “Acho que tem que ser feita, realmente, uma reestruturação, melhorando estrutura das barracas que ainda estão muito feias e sem atrativos. Quanto ao Espaço Quilombola, a gente tem que consertar aquele espaço. A questão do som e da iluminação do palco está muito boa, mas há outras questões”, disse.

Além das pessoas citadas, estiveram presentes na audiência pública os vereadores José Carneiro Rocha (PSL), Isaías de Diogo (PPS), Lulinha (PEN), Eli Ribeiro (PRB) e Edvaldo Lima (PP); Me. Carlos Augusto, diretor do JGB; José Carlos de Cerqueira Bacelar, diretor de Planejamento da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito; Sankei Tiago Bastos, da Agência Mercado; Erivaldo Cruz, sócio da Central Mix; Girlânio Guirra, diretor da Revista Alternativa; os radialistas Juarez Fernandes, Flamário Mendes, Josse Paulo, além de artistas da terra, barraqueiros e membros da imprensa.

Na oportunidade, o presidente da Casa da Cidadania anunciou que, diante da importância do tema, a próxima audiência pública sobre a Micareta de Feira de Santana será realizada no dia 14 de agosto do ano corrente, às 9 horas, no plenário da Câmara Municipal.

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