Crescimento econômico limitado e ampliação de escândalos levam a um rebaixamento do Brasil

O crescimento econômico do Brasil tem sido anêmico desde 2013; em 2014 a economia apenas cresceu 0,1%.
O crescimento econômico do Brasil tem sido anêmico desde 2013; em 2014 a economia apenas cresceu 0,1%.
O crescimento econômico do Brasil tem sido anêmico desde 2013; em 2014 a economia apenas cresceu 0,1%.
O crescimento econômico do Brasil tem sido anêmico desde 2013; em 2014 a economia apenas cresceu 0,1%.

Crescimento lento do PIB, aumento no déficit em conta corrente e falta das reformas necessárias fizeram com que a INCRA (International Non-profit Credit Rating Agency – Agência Internacional sem Fins Lucrativos de Classificação de Crédito) rebaixasse a avaliação do Brasil de A- para BBB+, com uma perspectiva negativa. Apesar desses problemas, o relatório continua otimista: nas duas últimas décadas, o Brasil passou por muitas crises econômicas e políticas, mostrando uma grande capacidade de aprender e se adaptar. A avalição do Brasil feito pela INCRA ainda está acima das avaliações feitas pelas três grandes agências de avaliação (CRAs).

Em sua análise de dívidas soberanas, a INCRA usa indicadores futuros além dos tradicionais dados macroeconômicos. Esses indicadores são bastante qualitativos e incluem, por exemplo, gerenciamento de crise pelo governo e capacidade de reforma assim como investimentos em educação e infraestrutura.

Mais conclusões

O crescimento econômico do Brasil tem sido anêmico desde 2013; em 2014 a economia apenas cresceu 0,1%. A desaceleração foi causada por obstáculos na infraestrutura, uma grande seca e menor demanda para os produtos brasileiros, principalmente da China. É esperada uma contração da economia brasileira em 2015. No entanto, as reservas internacionais do país subiram de US$ 37 bilhões para US$ 361,8 bilhões em 2015.

Apesar de que o Brasil já provou anteriormente ter experiência no gerenciamento de crises, os repetidos escândalos aumentaram as preocupações sobre a capacidade do país para prevenir crises. O alto custo para realizar negócios e os altos impostos impedem a inovação. O desemprego está alto, o PIB e a renda per capita diminuíram desde 2012, e há um aumento da inflação. Esses fatores levaram a um rebaixamento na avaliação do Brasil.

A Fundação Bertelsmann desenvolveu sua proposta da INCRA (International Non-profit Credit Rating Agency) depois da crise financeira de 2008 e das subsequentes críticas às práticas das principais agências de análise de crédito. O primeiro relatório esboçando o conceito da INCRA e as primeiras avaliações de países foram publicadas pela Fundação em 2012. A Fundação acredita que as avaliações da INCRA oferecem melhor qualidade pois incluem uma ampla variedade de indicadores macroeconômicos específicos e dos chamados futuros, que espelham o desenvolvimento socioeconômico de um país. Além disso, o conceito da INCRA oferece maior transparência no processo de avaliação. O formato legal do modelo da INCRA também procura eliminar conflitos de interesse que são inerentes às agências de análise de crédito atual.

Redação do Jornal Grande Bahia
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