Terceirização é a maior derrota da classe trabalhadora depois do golpe de 1964, critica deputado Marcelino Galo

Deputado Marcelino Galo critica proposta do Congresso Nacional que retira direitos trabalhistas.
Deputado Marcelino Galo critica proposta do Congresso Nacional que retira direitos trabalhistas.
Deputado Marcelino Galo critica proposta do Congresso Nacional que retira direitos trabalhistas.
Deputado Marcelino Galo critica proposta do Congresso Nacional que retira direitos trabalhistas.

Durante audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores de Santa Bárbara, no centro norte baiano, ontem à noite, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) voltou a criticar o Projeto de Lei 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil. O parlamentar analisou as repercussões negativas para a classe trabalhadora e apontou que o projeto fortalece a precarização das relações de trabalho no país, “rebaixando salários e tirando benefícios e direitos sagrados da classe trabalhadora”, representando, assim, “a maior derrota dos trabalhadores brasileiros depois do golpe militar de 1964”.

“Os capitalistas querem fazer com que os trabalhadores paguem pela crise, seja acabando com os postos de trabalho ou desqualificando as relações de trabalho. Esse projeto de lei quebra a CLT, é destruidor do bem maior, que são os direitos dos trabalhadores”, afirmou Marcelino. Galo também disse que o projeto da terceirização vai acentuar a exploração, precarização das relações de trabalho no campo e situações análogas à escravidão.  “Isso terá reflexos também no setor rural, o campo brasileiro, onde as relações de trabalho são extremamente indignas.

No campo, 60% dos trabalhadores não tem carteira assinada e até 70% só ganha 1 salário mínimo. Outros 35% ganha meio salário mínimo por mês. Então, com o PL 4330 essas condições de trabalho vão ser acirradas”, alertou Marcelino, que também criticou a PEC 215, que transfere do executivo para o legislativo as demarcações de terras indígenas e quilombolas, a PEC 171, que reduz a maioridade penal e o projeto que pretende flexibilizar o acesso a compra de armas no Brasil.  “Jogaram uma cortina de fumaça [sobre a sociedade] para tirar os direitos dos trabalhadores e estabelecer um agenda conservadora que aponta para retrocessos e prejuízos a nossa sociedade”, pontuou.

Também participaram da audiência pública proposta pelo vereador Nego de Dezinha (PT), a presidente municipal do PT, Ana Torquato, o coordenador geral do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, os vereadores Nai de Ló, Luciano Locutor, Professor Roberto, Neném de Vidal, Almir e Carlito da Boa Vista.

Redação do Jornal Grande Bahia
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