Serviço ‘Viver’ presta apoio a vítimas de violência sexual na Bahia

Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver).
Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver).
Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver).
Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver).

O abuso sexual é um crime em que muitas das vítimas optam por não denunciar ou procurar ajuda com medo de se expor. Essa omissão pode causar sérios problemas de saúde e psicológicos para quem sofreu o abuso. Por isso, atualmente, o Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver), vinculado à Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado da Bahia, dispõe de equipe multidisciplinar, com 23 profissionais, para atender aos casos que, em mais de 70% das situações, envolvem crianças.

Funcionando no prédio do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, na Avenida Centenário, no bairro dos Barris, em Salvador, o serviço é prestado de segunda a sexta-feira, das 7 às 19h. Num espaço especial, com brinquedos, as crianças têm ajuda para se expressarem.

A coordenadora do Viver, Dayse Moura, explica que o abuso sexual pode não deixar marcas e, muitas vezes, se caracteriza pela intenção de um toque. Tipificado como crime, o abuso atinge diretamente também a família da vítima.

“Todas as pessoas podem ser atendidas aqui, tanto vítimas quanto familiares. No projeto [as pessoas] são atendidas primeiro no serviço social para diagnóstico das necessidades delas, depois há encaminhamento ao psicólogo, setor jurídico e serviço médico, para que sejam administrados medicamentos contra HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de contraceptivos para prevenir a gravidez indesejada”, detalha Dayse Moura.

Acompanhamento

A psicóloga Catiana Moura informa que aproximadamente 400 pessoas recebem acompanhamento psicológico. “Atendemos todos os públicos, crianças, adolescentes, meninos, meninas, adultos, vítimas dessa violência que vêm aqui, uma vez por semana, fazer psicoterapia. A reação de cada uma varia. Há gente que tem [possibilidade] de um enfrentamento maior, outras [pessoas] vivem esse sofrimento por anos. [No] tratamento psicológico, procuramos acolher as pessoas [para] que não sejam números apenas”.

Cerca de 350 processos judiciais também são acompanhados no Serviço Viver. A advogada Carolina Meneses há três anos faz o acompanhamento dos casos. “São pessoas que, na maioria, têm vulnerabilidade social grande, não têm acesso à assistência jurídica nem à informação. Então elas recorrem a nós e aqui fazemos o acompanhamento dos processos de responsabilização dos agressores, desde a fase de delegacia até a finalização do julgamento”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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