Salvador: moradores da Rua Monte Sião protestam contra a Embasa e prefeitura: “estamos convivendo com fezes e esgoto”

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Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Rua Monte Sião em Salvador alagada por esgoto.
Sistema de bombas de responsabilidade da Embasa apresentam falhas.
Sistema de bombas de responsabilidade da Embasa apresenta falhas.

Estarrecedor e indigno são os termos que melhor revelam a trágica situação das pessoas que residem na Rua Monte Sião. O relato de um dos moradores, enviado por e-mail à redação do Jornal Grande Bahia, resume a funesta situação da comunidade: “completam 11 dias em que estamos com uma lagoa de esgoto (fezes, baratas, sapos, ratos) em nossas portas”.

A comovente situação em que se encontram os moradores da localidade macula o mais elementar princípio da dignidade humana, o direito a moradia.

A responsabilidade pelo drama é dividida entre a empresa de saneamento do estado, Embasa, e a Prefeitura de Salvador. Em uma perversa conjunção de esgoto transbordando para a rua, e alagamentos decorrente de falhas no sistema de drenagem pluvial. Resultando em doenças e grave desconforto para a população.

Confira o relato dramático dos moradores

“Mais um mês de abril, e anos após anos os moradores da rua Monte Sião sofrem com o descaso e desprezo dos órgãos oficiais. Neste ano, em destaque a Embasa. Hoje, dia 04 de maio de 2015, completam 11 dias em que estamos com uma lagoa de esgoto (fezes, baratas, sapos, ratos) em nossas portas. A chuva cai e a lagoa putrefata chega a ter mais de um metro em alguns pontos.

A região conta com uma estação de bombeamento que há mais de um mês vem operando em baixa, deixando com que os dejetos e aguas sujas contidas em seus tanques vazem pela rua Monte Sião. Vários contatos já foram feitos com a Embasa e seus funcionários vão até o local e descaradamente apenas dizem que não podem fazer nada. Será que não? Os moradores devem então se acostumar a ter uma lagoa de “merda” em suas portas.

Indagamos a um funcionário onde estavam os engenheiros da empresa e o mesmo respondeu que se encontravam na contingência da San Martin pois lá era emergencial pois pessoas haviam morridos, perguntamos então se apenas seriamos emergencial quando crianças ou idosos obrigados pelos seus afazeres a caminharem nestas águas contraíssem alguma doença grave, como leptospirose. Chikungunya, dengue, e zica já temos crianças e idosos com elas.

Nos dias normais não importa o tempo nem a quantidade de chuva, 15 minutos é o suficiente para moradores ficarem presos nas casas.

A rua sempre teve problemas de drenagem, como toda cidade, porém nos últimos 10 anos ela começou a invadir as casas e levar até 4 dias para baixar, e desta vez para piorar a situação não estamos apenas com águas pluviais, os esgotos estão subindo em virtude do sistema de bombeamento da embasa se encontrar operando em baixa.

Nós, os moradores da rua, já alugamos uma bomba a gasolina para drenar, mas a quantidade que jorra dos pvs é tão grande que é impossível secar a rua. Já gastamos mais de 500 reais com esta bomba, fora as perdas dentro das casas.

Havia no final da rua uma moradora de 105 anos, que teve que mudar para casa de uma filha para não correr o risco de morrer afogada a noite, outras idosas de 70 a 90 anos tiveram também que sair de suas casas. Nossos filhos que precisam ir para escolas passam de bota quando o nível se encontra mais baixo ou precisam enfiar as pernas com água até acima do joelho nos dias piores.

Ressalto que nosso maior problema não é com o alagamento, mas com a permanência da água na rua por até 4 ou mais dias, possibilitando doenças, mosquitos e acidentes.

Fica aqui o apelo dos moradores, na esperança de que haja alguma alma consciente e sapiente nesta empresa e que apresentem alguma solução rápida antes que um mal maior aconteça.”.

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