‘Quem não entende de projetos está fora do mercado’, afirma especialista

Flávio Sohler: "de acordo com PMI, não existe empresa de pequeno e médio porte que não tenha demanda na área de projetos.".
Flávio Sohler: "de acordo com PMI, não existe empresa de pequeno e médio porte que não tenha demanda na área de projetos.".
Flávio Sohler: "de acordo com PMI, não existe empresa de pequeno e médio porte que não tenha demanda na área de projetos.".
Flávio Sohler: “de acordo com PMI, não existe empresa de pequeno e médio porte que não tenha demanda na área de projetos.”.

Nos últimos anos, o Brasil vem conquistando cada vez mais visibilidade no cenário mundial, o que possibilitou a sua entrada no grupo de países emergentes conhecido como “BRIC”, do qual também faz parte Rússia, Índia e China. Na contramão dessa representatividade, especialistas destacam que são necessárias melhorias locais em relação à infraestrutura, logística, estradas, aeroportos, iluminação, redes de esgoto, entre outras áreas.

Com o objetivo de atender a demanda por resultados de maneira eficaz, o mercado busca um modelo de gerenciamento baseado em prioridades e objetivos, ou seja, a gestão de projetos. Esse modelo tem o intuito de estruturar e organizar os empreendimentos, minimizar riscos, reduzir prazos e custos, melhorar serviços a serem entregues, aumentar a qualidade, além de otimizar as comunicações.

“Sem dúvida, este é um momento de grandes oportunidades para todos e, em particular, para os profissionais formados nas ciências exatas, como engenheiros, arquitetos, administradores e economistas. No entanto, mais do que nunca a especialização em projetos será um pré-requisito necessário e um fator de impulsão na carreira profissional, pois todos os eventos são tratados como projetos, incluindo Olimpíadas, Programa de Aceleração do Crescimento, entre outros”, explica o coordenador do MBA Gestão de Projetos em Engenharias e Arquitetura do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Flávio Sohler, que é também gerente de Projetos e Riscos da Eletrobras há 25 anos e atualmente está cursando pós-doutorado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, Portugal.

Segundo levantamento realizado pelo PMI (Project Management Institute), não existe empresa de médio ou grande porte que não esteja voltada para projetos. “A começar da própria entrevista de emprego, onde os entrevistadores começam perguntando se o candidato sabe descrever o que é um projeto. Portanto, quem não entende de projetos está fora do mercado”, avalia Sohler.

Nesse cenário, um ponto atrativo é o salário, já que os profissionais da área estão entre os mais bem pagos do mercado. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2014, o Rio de Janeiro foi o estado que registrou maior salário para engenheiros. Em outros estados, o mercado também está aquecido.

Carreira profissional

Com o objetivo de se posicionar no mercado, assim que concluiu a graduação, a arquiteta Roberta Veloso ingressou no MBA Gestão de Projetos em Engenharia e Arquitetura do IPOG. “Eu fui atraída para esse MBA por abordar gerenciamento, que é a área em que atuo hoje. O curso deu o norte para a minha carreira”, compartilha a arquiteta.

Atualmente, ela trabalha como gestora de projetos e está no último módulo da pós-graduação. “O MBA é complexo e tem módulos de outras áreas, como engenharia. Isso me permitiu ter mais conhecimento e novos processos. Abriu a minha mente”, avalia Roberta Veloso.

Especialização

Com o intuito de contribuir com a formação qualificada dos profissionais desse mercado, o IPOG vai inaugurar no dia 22 de maio, a 1ª turma do MBA Gestão de Projetos em Engenharias e Arquitetura, em Maceió (AL). O curso é voltado para profissionais de engenharia, arquitetura e administração.

“Essa pós-graduação traz um segundo leque de oportunidades para esses profissionais, pois eles podem atuar também como gestores de projetos, que é o objetivo principal desse MBA. Queremos formar e capacitar gestores de projetos que possam influenciar em decisões empresariais, sempre pensando na otimização das áreas de conhecimento: integração, escopo, prazo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, aquisições, riscos, stakeholders”, explica o coordenador do curso Flávio Sohler.

O quadro docente é composto por profissionais de todo o País, todos com mais de 15 anos de carreira e com certificados de “Project Management Professional” (PMP) e de “Risk Management Professional” (RMP) concedidos pelo “Project Management Institute” (PMI-USA).

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