Professores da UESB deflagram greve

Assembleia de professores da Uesb aprova grave.
Assembleia de professores da Uesb aprova grave.
Assembleia de professores da Uesb aprova grave.
Assembleia de professores da Uesb aprova grave.

Os professores da UESB deflagraram greve na tarde dessa quinta (07/05/2015), em Itapetinga, por mais recursos para as Universidades e respeito aos direitos trabalhistas. Professores da UNEB também paralisaram suas atividades por tempo indeterminado. Os docentes da UEFS e UESC avaliarão o tema ainda nessa quinta. Devido a necessidade de cumprir o prazo legal, a suspensão de atividades será iniciada na quarta (13).

Docentes consideraram que a proposta apresentada pelo governo Rui Costa (PT) no dia 24 de abril não responde à pauta da categoria, que está mobilizada desde o ano passado. A recusa em ampliar o número de professores, cumprir direitos e de destinar recursos necessários para o atendimento das demandas das Instituições demonstra o descaso do governo com as Universidades.

Direitos trabalhistas

Mais de 200 professores da UESB aguardam pelo atendimento de promoções, progressões e alterações de regime de trabalho. A carreira conquistada através do Estatuto do Magistério Superior por meio de lutas e greves estão sendo negados. A categoria entende que os direitos não podem ser negociados, nem tratados como concessão.

Crise orçamentária

As Universidades Estaduais da Bahia sofrem com a destinação insuficiente de recursos para a execução de suas atividades. Falta papel, tinta para impressora, combustível, passagens, materiais para laboratórios, salas de aula, dentre outros. Ou seja, tudo que é necessário para o funcionamento das Universidades. Para que as atividades de ensino, pesquisa e extensão sejam garantidas de forma adequada, o Movimento luta pela ampliação do orçamento para 7% da receita líquida de impostos (RLI) para as Instituições.

Pauta de reivindicações

1. Revogação da lei 7176/97;

2. Destinação de, no mínimo, de 7% da receita líquida de impostos do Estado da Bahia para o orçamento anual, com revisão a cada dois anos e de tal forma que o orçamento do ano não seja inferior ao executado no ano anterior;

3. Ampliação do quadro de vagas para professores;

4. Respeito aos direitos trabalhistas dos docentes, a exemplo de promoções, progressões, mudanças de regime de trabalho e insalubridade;

5. Alterações no Estatuto do Magistério Superior que valorizem o trabalho docente (aumento na quantidade de níveis, incentivos de pós-graduação e regime de dedicação exclusiva).

6. Pagamento do reajuste linear integral, em única parcela, retroativo a 1 de janeiro, no valor de 6,41% (IPCA/inflação 2014).

Redação do Jornal Grande Bahia
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