Produtores discutem melhorias no desenvolvimento da atividade leiteira

Produtores, associações, consultores e representantes de diversos órgãos estaduais se reuniram, nos dias 4 e 5 de maio de 2015, para debater a organização e o fortalecimento da cadeia produtiva do leite. O Seminário sobre a Cadeia Produtiva do Leite da Agricultura Familiar do Estado da Bahia, realizado no auditório da Pousada Central, em Feira de Santana, foi promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, (SDR), através de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF), União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia) e o Sebrae.

O diretor de atendimento do Sebrae Bahia, Franklin Santos, avalia que, embora esta cadeia produtiva tenha conquistado bons resultados nos últimos anos, ainda pode ser aprimorada. “A Bahia tem potencial para ser muito maior nessa atividade. Nosso estado ainda importa parte do leite que precisa para o seu consumo interno, ao mesmo tempo que temos um grande rebanho leiteiro que gera renda, produção e ocupação na zona rural”.

O diretor destaca o trabalho do Sebrae para melhorar a produtividade, visando alcançar um cenário ainda mais apropriado para a atividade. “Esse é um dos segmentos priorizados, porque nós entendemos a sua importância. Através do Sebraetec, que é um programa de inserção de tecnologia nas pequenas empresas, estamos viabilizando 1,5 mil inseminações/fertilizações in vitro para aprimorar a raça dos animais que produzem leite, e, com isso, melhorar a produtividade muito. É uma primeira experiência e a expectativa é que possamos replicar mais duas ou três vezes ao longo do ano.”

O plano de trabalho do Sebrae para o ano de 2015 foca em melhoria tecnológica, gestão do negócio rural, encadeamento produtivo com usinas de processamento, assistência técnica e ampliação de mercado, através de programas como o Viver Bem no Semiárido. Trata-se de uma ação contínua de acompanhamento e consultoria destes laticínios, trabalhando a atividade como um todo, desde a produção até a agroindústria.

Fabrício Costa, produtor de leite há dez anos e presidente da Cooperativa dos Produtores de Leite de Ribeira do Pombal (Cooperp), demonstra otimismo. “Estou notando muito apoio para a nossa cooperativa. O Sebrae é um parceiro importante, fazendo planos de venda, de gestão, botando para funcionar tudo o que é necessário”, afirma. Com 72 cooperados ativos e capacidade para produção de 700 litros/hora, o plano da Cooperp agora é investir em tecnologia, iniciando a produção de queijo muçarela, manteiga, e bebida láctea, através da nova fábrica.

Gerlândio Lima, gerente da Associação Comunitária Caprinocultura Solidária (Apaeb), de Valente, também destaca a influência da consultoria do Sebrae no desenvolvimento do negócio. “Temos uma relação muito forte com o Sebrae, que tem nos apoiado há muitos anos. Estamos discutindo agora melhoramentos para a nossa marca. Os consultores trazem um olhar diferenciado para a nossa unidade e nós agradecemos o apoio. O Sebrae atuou, por exemplo, no desenvolvimento de uma forma para a nossa produção de doce, melhorando a qualidade do produto, que, até então, era feito de forma artesanal”, diz Gerlândio, que atua no primeiro laticínio de leite de cabra do estado há 15 anos, com a produção de 700 litros diários leite pasteurizado, queijo, iogurte e doce.

Ao final do evento, foi realizada a elaboração de diagnóstico rápido participativo da cadeia produtiva de leite, com a interação de todos os presentes manifestando suas opiniões e sintetizando propostas para o planejamento das próximas ações.

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