Presidente da Camargo Corrêa confirma pagamento de propina a ex-diretores da Petrobras

Sob a presidência de Dalton dos Santos Avancini, a Camargo Corrêa venceu licitações para obras nas refinarias Getúlio Vargas e Abreu e Lima. Entre 2005 e 2014, empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor de R$ 6,2 bilhões.
Sob a presidência de Dalton dos Santos Avancini, a Camargo Corrêa venceu licitações para obras nas refinarias Getúlio Vargas e Abreu e Lima. Entre 2005 e 2014, empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor de R$ 6,2 bilhões.
Sob a presidência de Dalton dos Santos Avancini, a Camargo Corrêa venceu licitações para obras nas refinarias Getúlio Vargas e Abreu e Lima. Entre 2005 e 2014, empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor de R$ 6,2 bilhões.
Sob a presidência de Dalton dos Santos Avancini, a Camargo Corrêa venceu licitações para obras nas refinarias Getúlio Vargas e Abreu e Lima. Entre 2005 e 2014, empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor de R$ 6,2 bilhões.
Dalton dos Santos Avancini confirma pagamentos da Camargo Correa de R$ 47 milhões para Paulo Roberto Costa e R$ 63 milhões a Renato Duque.
Dalton dos Santos Avancini confirma pagamentos da Camargo Correa de R$ 47 milhões para Paulo Roberto Costa e R$ 63 milhões a Renato Duque.
O empresário Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, confirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que a empresa pagou R$ 110 milhões em propina aos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (de Serviços).
O empresário Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, confirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que a empresa pagou R$ 110 milhões em propina aos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (de Serviços).

Em depoimento nesta quarta-feira (20/05/2015), Avancini disse que “havia esse compromisso com os diretores”. Ao responder pergunta do deputado André Moura (PSC-SE), um dos sub-relatores da CPI, ele confirmou teor de depoimento do ex-gerente comercial da Camargo Correa, Eduardo Leite, que afirmou que os pagamentos somaram R$ 47 milhões para Paulo Roberto Costa e R$ 63 milhões a Renato Duque.

A Camargo Corrêa, sob a presidência de Avancini, venceu licitações para obras na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Entre 2005 e 2014, empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor de R$ 6,2 bilhões e mais 17,2 milhões de dólares.

Nesse período, segundo as investigações da Operação Lava Jato, a Camargo Corrêa transferiu cerca de R$ 29 milhões para contas ligadas ao doleiro Alberto Youssef por meio de duas empresas, a Sanko Sider e a Sanko Service, dinheiro que seria destinado ao pagamento de propina ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Arrependimento

Avancini confirmou as acusações e se disse arrependido de participar do esquema. “O senhor se disse arrependido, mas as propinas só pararam com a Operação Lava Jato. A Camargo Correa foi coagida pelos diretores?”, perguntou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA). “Houve coação, já que se não houvesse os pagamentos haveria atraso nos repasses, mas não posso dizer que era uma extorsão (dos diretores) já que isso também atendia os interesses da empresa”, disse o executivo.

Ele admitiu a existência do cartel de empreiteiras que se organizaram para dividir entre si as obras da Petrobras.

Partidos

Avancini disse à CPI da Petrobras que foi informado da existência de pagamento de propina a diretores da Petrobras em 2008 ou 2009, quando assumiu a gerência do setor de óleo e gás da Camargo Corrêa.

Segundo ele, o “apoio partidário” dentro dessas diretorias era relativo ao PP (no caso da Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa) e ao PT (no caso da Diretoria de Serviços, ocupada por Renato Duque).

No entanto, ele negou que a Camargo Correa tenha pago propina por meio de doações oficiais de campanha a partidos políticos. Avancini admitiu, porém, que houve um pedido nesse sentido feito em uma reunião em que estava presente o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A doação, porém, não foi feita.

Avancini disse ainda que o valor da propina era incluída pela Camargo Corrêa dentro do orçamento das obras – contratos relativos às refinarias Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), e Presidente Vargas (Repar), em Araucária (PR). “A propina pode ser caracterizada como superfaturamento porque já havia a previsão de pagamento desses valores dentro do orçamento da obra”, disse.

Próximo depoimento

Nesta quinta-feira (21), a CPI da Petrobras vai ouvir o depoimento de Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, empreiteira acusada de fazer parte do cartel de empresas que atuava na Petrobras.

A Engevix participou de licitações para a reforma das refinarias Abreu e Lima (PE) e Getúlio Vargas (PR). Entre 2007 e 2014, as empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor total de R$ 4,1 bilhões. Nesse período, transferiram cerca de R$ 7 milhões para contas de empresas de fachada usadas pelo doleiro Alberto Youssef.

O Ministério Público cobra da Engevix a devolução de R$ 538,8 milhões aos cofres públicos, calculado da seguinte maneira: R$ 38.489.299,90 por danos materiais; R$ 384.892.999 por danos morais coletivos; e R$ 115.467.899,70 de multa civil.

Almada foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro e corrupção, junto com outros executivos e funcionários da Engevix: Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor técnico; Luiz Roberto Pereira, diretor; e Newton Prado Júnior, diretor.

Em sua defesa, Almada disse que foi coagido a pagar propina pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

*Com informações da Agência Câmara.

Redação do Jornal Grande Bahia
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