População de Feira de Santana deve prevenir contra surto do Zica vírus

Mosquito Aedes Aegypti infectado.Mosquito Aedes Aegypti infectado.


O pandemônio das doenças transmitidas por insetos parece ter se tornado cumulativo em Feira de Santana. Primeiro, os surtos de dengue; em seguida ocorreram casos de chikungunya. O comunicado do Ministério da Saúde, divulgado no dia 14 de maio de 2015, informando que um novo surto do Zika Vírus começa a se disseminar no país, coloca a população e o governo municipal sob o necessário alerta com a finalidade de evitar que uma nova doença viral dissemine na população.

Observa-se que o vetor de contágio da febre Zika é o mosquito do gênero Aedes. Mesma classe de inseto responsável pela transmissão da dengue e chikungunya. Essas doenças são transmitidas a partir da picada do mosquito Aedes Aegypti infectado.

Controle

A administração municipal tem atuado com pouco sucesso no controle das doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Com o acréscimo de mais uma doença viral, com possibilidade de transmissão através da picada do inseto, são necessárias novas formas de controle.

Participação popular

A população não pode se omitir de desempenhar a função de controle da doença. Sugere-se que sejam tomadas medidas sanitárias com a utilização de inseticidas domésticos, destruição de ambientes que possibilitem a proliferação do mosquito, identificação de moradores com indícios da enfermidade sendo comunicada a Secretária Municipal de Saúde, convite para palestra de servidores municipais da saúde com a finalidade de informar à comunidade sobre medidas sanitárias, formas de identificar sintomas da doença e locais de proliferação do inseto. A população, também, pode requisitar da prefeitura a aplicação de inseticida nas vias públicas (conhecido como fumacê).

Sem o apoio efetivo da população, a administração municipal não será capaz de controlar as formas de proliferação das doenças virais. É com a participação ativa da comunidade que se pode alcançar o extermínio dos insetos transmissores das doenças.

Espaços desordenados

A ocupação desordenada do território municipal tem causado profundo desequilíbrio do meio ambiente de Feira de Santana. Nas últimas duas décadas, a ocupação de áreas de lagoas, margens de córregos e riachos, com a subsequente destruição do meio ambiente tem causado perverso desequilíbrio entre o ser humano e o meio ambiente, possibilitando que pragas e doenças surjam de forma descontrolada.

A prefeitura há muito abdicou da função de ordenar o solo, e o Ministério Público, ao longo do tempo, tem agido de forma omissa e apática. A perversa conjunção de desinteresse, incompetência e omissão resulta no desequilíbrio ambiental, cujos principais prejudicados são os menos favorecidos e a classe trabalhadora.

Vírus

O vírus Zika [Zika virus – (ZIKV)] é uma espécie de vírus da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus. Em humanos, ele causa a doença conhecida como febre Zika. É relacionado a dengue, febre amarela, encefalite do Oeste do Nilo e encefalite japonesa, vírus que também fazem parte da família Flaviviridae.

Transmissão

A transmissão é vetorial através da picada de mosquitos do gênero Aedes.

Sinais e sintomas

Os sintomas são similares aos da dengue, mas são mais brandos, e geralmente duram entre 4 a 7 dias.

Os sinais mais comuns incluem exantema maculopapular, que se inicia na face e no tronco antes de espalhar para outras partes do corpo, conjuntivite, dor em articulações, febre em variados graus, e dor de cabeça.

Evolução

Segundo o Ministério da Saúde, o zika vírus tem evolução benigna, caracterizada por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

 

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).