Parceria entre Codevasf e governo da Bahia contém processos erosivos no rio São Francisco

Codevasf e Governo da Bahia revitalizam mais um trecho do São Francisco.
Codevasf e Governo da Bahia revitalizam mais um trecho do São Francisco.
Codevasf e Governo da Bahia revitalizam mais um trecho do São Francisco.
Codevasf e Governo da Bahia revitalizam mais um trecho do São Francisco.

Uma parceria da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com o Governo do Estado da Bahia está promovendo mais uma ação de revitalização do rio São Francisco. O convênio, firmado com a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), tem permitido a contenção de processos erosivos nas margens do Velho Chico em trechos que cortam os municípios de Malhada, Sítio do Mato e Muquém do São Francisco, no Oeste baiano.

Os investimentos somam R$ 33 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e contemplam cercamento e recomposição vegetal de áreas de proteção permanente, instalação de cais e de estruturas de acesso a aguadas, pavimentação, contenção de margens, construção de viveiro de mudas e ações de educação ambiental, entre outras intervenções.

“Estive no distrito de Gameleira, município de Sítio do Mato, com as obras já iniciadas, e pude constatar a alegria da população, que agora sabe que o desbarrancamento que ameaçava engolir o povoado será definitivamente estancado, afastando o risco de que futuras gerações tenham que abandonar suas casas, como já ocorreu no passado”, destaca o presidente da Codevasf, Elmo Vaz.

De acordo com o diretor de saneamento da Cerb, Antonio Matos, as obras proporcionam benefícios ambientais, sociais e econômicos. “O ganho social está na conscientização das populações ribeirinhas, que absorveram positivamente o projeto, entendendo que terão resultados econômicos com as intervenções – porque elas estão garantindo a integridade de suas propriedades”, diz. “As obras também contribuirão para a navegabilidade do rio, uma vez que a proteção das barrancas evita a erosão das margens e o carreamento de solo para assoreamento do leito do rio”, acrescenta Matos.

Nos três municípios haverá implantação de cercas em áreas de proteção permanente, instalação de pavimentos, plantação de sementes e mudas nativas de gramíneas, leguminosas, árvores e arbustos, instalação de cais e acessos a aguadas (para que animais aproximem-se da margem do rio em áreas específicas), além de execução de trincheiras e taludes (em um processo que consiste na suavização do grau de inclinação das margens).

Entre as espécies nativas usadas no trabalho de recomposição vegetal estão calumbi, são joão, juá, unha de gato, pajeú, canafístula, cafezão, muquém e jatobá. As ações de educação ambiental, por sua vez, são realizadas por profissionais de assistência social que esclarecem as populações, inclusive comunidades escolares, sobre as intervenções que estão sendo realizadas.

Segundo o presidente da Cerb, Marcus Vinicius Bulhões, a parceria com a Codevasf é importante para a revitalização do rio São Francisco. “A empresa tem monitorado as obras para que elas sejam executadas de acordo com os projetos. Em Muquém do São Francisco aproximadamente 90% das obras estão concluídas. Em Malhada e Sítio do Mato, cerca de 40%. A previsão é de que todo o trabalho seja finalizado no mês de dezembro”, diz. A Cerb é vinculada à Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SHIS).

Ação concluída em Xique-Xique 

Uma cooperação entre a Codevasf e o Exército Brasileiro concluiu no início deste ano as obras de revitalização do trecho da margem do rio São Francisco denominado Ilha da Tapera, situado no município de Xique-Xique (BA). Os investimentos foram de aproximadamente R$ 16 milhões – recursos do PAC no âmbito do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

As ações compreenderam serviços de cercamento de áreas de preservação permanente, instalação de trincheiras e defletores, realização de taludamento de margens (processo que consiste na suavização do grau de inclinação da margem), revestimento com biomanta (estrutura que protege o solo composta por fibras vegetais), implantação de acessos de animais a aguadas e recomposição florestal com mudas de espécies nativas – dentre as quais estão juá merim, canafístula, muquém, coronha, unha de gato e nabo forrageiro.

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