Oposição decide votar contra a proposta de reajuste dos servidores enviada pelo Governo da Bahia

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“O governo tem que entender que os servidores públicos são patrimônios fundamentais do estado”, declara deputado Hildécio Meireles.
“O governo tem que entender que os servidores públicos são patrimônios fundamentais do estado”, declara deputado Hildécio Meireles.
“O governo tem que entender que os servidores públicos são patrimônios fundamentais do estado”, declara deputado Hildécio Meireles.
“O governo tem que entender que os servidores públicos são patrimônios fundamentais do estado”, declara deputado Hildécio Meireles.

O deputado Herzem Gusmão disse nesta segunda-feira (04/05/2015) que a oposição vai votar contra a proposta de reposição salarial do governo para o funcionalismo, que prevê um aumento escalonado de 3,5% (retroativo a primeiro de março) e 2,8%, a partir de primeiro de novembro. Esta tarde, o deputado teve um encontro com o presidente do SindSaúde, Silvio Roberto dos Anjos e Silva, e alguns funcionários ligados à área.

“Há uma insatisfação muito grande das diversas categorias que compõem o  governo”, afirmou Herzem Gusmão. Para marcar o “luto”, os servidores foram até a Assembleia com camisas pretas. De acordo com Herzem Gusmão, todos os deputados oposicionistas fecharam questão contra a proposta do governo. “Queremos valorizar os servidores, mas o governo pensa justamente o contrário”, afirmou.

Deputado Carlos Geilson pede que projeto de reajuste dos servidores seja retirado de pauta 

“O governo gastou de forma desmedida, de forma desorientada na campanha eleitoral, e agora lhe falta recurso para pagar um reajuste que contemple a inflação do período”, disparou o deputado estadual Carlos Geilson, em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia, nesta terça-feira (5/5). O parlamentar estava se referindo à proposta de reajuste dos servidores públicos do Estado da Bahia, que está na pauta do dia.

Geilson destacou que a emenda apresentada pela oposição é pertinente, pois retroage o reajuste para janeiro, que é a data-base dos funcionários e pediu que, se possível, o governo retirasse o projeto da pauta do dia, para que os parlamentares pudessem aprofundar mais as discussões. O governo, por sua vez, propõe o parcelamento do percentual de 6,41% concedido em duas parcelas, sendo 3,5% retroativo a março e 2,9% em novembro.

O parlamentar disse que quando eu soube pela imprensa que os sindicatos estavam a favor desse reajuste, chegou a falar ao líder Sandro Régis que, já que os funcionários estavam de acordo, votaria a favor. “Mas, graças a Deus a realidade veio à tona! Quem assinou esse acordo não foram os sindicalizados, não foram os servidores, pois eles estão aqui pra protestar contra esse absurdo. Quem assinou esse acordo, com certeza, foram pelegos, que estão aí no governo, recebendo as benesses”, alfinetou Geilson.

Targino Machado vota contra o projeto de lei de reajuste dos servidores do estado da Bahia, mas questiona: ‘O que fez o povo na última eleição? A maioria da população elegeu o governo do PT’

Enviado pelo governo do estado à Assembleia Legislativa da Bahia para ser votado nesta terça-feira, no plenário da Casa, o projeto de lei de reajuste dos servidores públicos baianos tem levantado polêmica e indignação entre os deputados de oposição.

Principal nome da bancada oposicionista, Targino Machado fez mais um discurso elogiado por todos presentes na ALBA no início da sessão. O parlamentar deixou claro que votará contra o PL, que reajustará os salários dos servidores de forma parcelada – 3,5%, retroativos a março, e 2,91% em novembro.

“Voto contra o projeto de lei do governador Rui Costa, que busca reajustar os vencimentos dos servidores do estado. Voto contra, não para agradar quem quer que seja, muito menos para agradar aos interessados no deslinde deste embate entre governo e oposição, que são os servidores do estado”, afirmou.

De acordo com o deputado, apesar dos esforços da bancada de oposição em mudar o quadro político da Bahia nos últimos anos, a população não tem acompanhado essa luta nas urnas.

“Não vou jogar para a torcida. Não quero e não mereço aplausos, pois esses são fugazes, já que mudam como as nuvens. O passado recente me mostrou que esses aplausos deveriam fazer parte do cotidiano da bancada de oposição, que está aqui para defender os interesses da Bahia e dos baianos. Mas não. Esses aplausos não têm acompanhado a oposição até as urnas, muito pelo contrário. Creio que ninguém merece aplauso por fazer cumprir sua obrigação”.

Segundo Targino, os baianos tiveram uma grande oportunidade de se livrar dos problemas enfrentados por todos durante as gestões do PT no estado, mas sucumbiram nas eleições de 2014.

“Fui ovacionado na legislatura passada, o que me trouxe um certo alento, achando que eu estava contribuindo para a mudança da Bahia. Estou calejado. Sei que o que importa é a capacidade da população de se indignar. Essa oportunidade foi oferecida à população da Bahia em outubro do ano passado, nas últimas eleições. E o que fez o povo na última eleição? O que fez a maioria dos servidores públicos do estado da Bahia na última eleição? A maioria da população elegeu, com meu voto contrário, o governo do PT. Quem não ouve sossega, ouve coitado. Os servidores do estado e a popularão não ouviram o sossega, agora estão ouvindo o coitado. Agora a população vai ter que aguardar a próxima eleição para mudar esse quadro”, disse.

Deputado Hildécio Meireles avalia

Em pronunciamento realizado na tarde desta terça-feira (05/05/2015), na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual e membro da bancada de oposição, Hildécio Meireles (PMDB), criticou o reajuste salarial oferecido aos servidores públicos do estado da Bahia. Segundo o parlamentar, é inadmissível que o governo não entenda que os servidores públicos são patrimônios fundamentais para o estado.

“A proposta do governo não corrige nem a inflação e ainda quer parcelar o reajuste em duas vezes. O governo tem que entender que os servidores públicos são patrimônios fundamentais do estado e devem ser tratados com responsabilidade e dignidade”, salientou Hildecio Meireles.

Hildécio enfatiza contraditório entre reajuste aplicado pela Embasa e o proposto aos servidores públicos

Na tarde desta segunda-feira (04), o deputado Hildécio Meireles (PMDB), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, comentou a resolução nº 001/2015 da Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (AGERSA), que autoriza a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA) a proceder um reajuste anual de 9,97% das tarifas de água e esgoto nos municípios onde atua.

De acordo com o parlamentar, a EMBASA é uma pessoa jurídica de direito privado e economia mista que tem o Governo do Estado como seu principal acionista. Além disso, a empresa alegou que o reajuste foi com base, entre outros parâmetros, na inflação. “A Embasa alega o reajuste tendo em vista a correção prevista em lei anual que se deu com base na variação da inflação, corrigido pelo IPCA, e outros parâmetros, como a elevação dos custos fixos, a exemplo da energia, um dos principais insumos da prestadora”, ressaltou o deputado.

Hildécio aproveitou a oportunidade para destacar que todos os argumentos utilizados valem para reajustar o preço público, no entanto para reajustar o salário do servidor público, não foi levado em consideração nenhum desses índices. “Na verdade, nem o índice inflacionário foi levado em consideração, já que na proposta do Poder Executivo o reajuste proposto aos vencimentos dos servidores públicos é na ordem de 6,41%, parcelados. A partir de 1º de maio 3,5%, e a partir de 1º de novembro 2,81%”, detalhou.

Segundo o peemedebista, o reajuste total não cobre nem a inflação do ano passado. “O governo está usando dois pesos e duas medidas para reajustar preços praticados pelas empresas que ele próprio é o maior acionista. Ou seja, nestes casos, vale corrigir pela inflação, por exemplo. Porém, na hora de reajustar os vencimentos daqueles que são a razão de ser do serviço público, daqueles que oferecem à população os serviços de saúde, de educação, de segurança pública, esses não têm o direito de ter nem o índice inflacionário para corrigir os seus salários”, finalizou.

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