No Dia de Combate à Infecção Hospitalar, Sindicato dos Hospitais alerta população sobre propagação de bactérias em unidades de saúde

Cartaz apresenta procedimento de higienização das mãos.
Cartaz apresenta procedimento de higienização das mãos.
Cartaz apresenta procedimento de higienização das mãos.
Cartaz apresenta procedimento de higienização das mãos.

Não é raro encontrar pessoas diagnosticadas com infecção hospitalar, durante a internação ou logo após a alta médica. Isso porque, o risco de contaminação é grande nos centros de saúde e ainda maior nas Unidades de Tratamento Intensivo. Nas UTIs os pacientes estão mais expostos a procedimentos invasivos, como uso de drenos, cateteres venosos e sondas. De acordo com a Associação Nacional de Biossegurança, o índice de infecção hospitalar no país varia de 14% a 19%, a depender da localidade. Hábitos simples de higienização como lavar as mãos antes de fazer visitas, podem reduzir casos de infecção em até 70%, afirmam especialistas.

O alerta é do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), em decorrência da proximidade do Dia de Combate à Infecção Hospitalar (15.05). Para o presidente do Sindicato, Raimundo Correia, a existência de setores de controle de infecção, nas unidades hospitalares, pode ajudar a detectar mais rapidamente esses problemas, além de ser fundamental para que sejam traçadas estratégias de prevenção.

“A elaboração de mecanismos que evitem essas mortes é uma função que não se restringe apenas aos médicos. Todos devem estar imbuídos em iniciativas que permitam aos pacientes condições favoráveis para que diminua o tempo de permanência no hospital, garantindo assim, a saúde dessas pessoas que buscam atendimento especializado”, afirmou.

Em regra, qualquer pessoa internada corre esse risco, mas questões como idade do paciente, doenças preexistentes e o tempo de internação podem aumentar essa probabilidade. O infectologista Alessandro Faria entende que a melhor forma de reduzir taxas de infecção é através do engajamento dos profissionais de saúde. “Essa é uma batalha universal”, aponta ele que já vê reduções significativas de casos de infecção hospitalar, nos últimos três anos.

O contato com um paciente sem materiais adequados ou a realização de procedimentos médicos sem os devidos cuidados de higienização pode favorecer o aparecimento de infecções. “Como os pacientes estão a todo tempo sendo submetidos a procedimentos que invadem as barreiras de proteção do corpo, através da pele ou das mucosas, deve haver um cuidado redobrado antes de manter contato com eles, lavando bem as mãos, esterilizando os equipamentos e tendo maior atenção aos aparelhos como sondas e acessos para soros”, explica o infectologista.

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