Governo da Bahia reage a greve dos professores informando sobre ganhos dos servidores, e aumento de 220% do orçamento destinado as universidades

Paulo Pontes destaca elevação do orçamento das universidades, e conquistas de direitos trabalhistas de servidores.
Paulo Pontes destaca elevação do orçamento das universidades, e conquistas de direitos trabalhistas de servidores.
Paulo Pontes destaca elevação do orçamento das universidades, e conquistas de direitos trabalhistas de servidores.
Paulo Pontes destaca elevação do orçamento das universidades, e conquistas de direitos trabalhistas de servidores.

Responsável pela coordenação de desenvolvimento do ensino superior da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Paulo Pontes, em resposta a mobilização dos professores das universidades estaduais da Bahia por aumento salarial, informou sobre os ganhos da categoria, e do segmento, declarando:

– O Governo do Estado ampliou em mais de 145% o orçamento para as quatro universidades estaduais de 2007 a 2015, passando, neste período, de R$ 460.726.000,00 para R$ 1.126.500.000,00 –

Paulo Pontes também informou que os servidores das universidades estaduais obtiveram outras conquistas. Foi autorizada a contratação de novos servidores, e as decisões sobre os processos administrativos de promoção e progressão na carreira estão sendo acelerados.

O coordenador destaca que não apenas os servidores das universidades foram beneficiados com o reajuste salarial aprovado para 2015. “Todas as categorias de servidores obtiveram direito de reposição salarial de 3,05% a partir de março, e mais 2,95% em novembro.

Direito de greve

Observa-se que as recorrentes greves dos servidores do setor de educação, na Bahia, têm repercutido na deterioração da qualidade do ensino público. Existe um evidente abuso por parte dos movimentos grevistas que resulta na violação do direito a educação.

Com as greves, surge a farsa das reposições das aulas, conteúdos educacionais são desprezados, hora/aula é reduzida, e o povo, que paga elevada carga tributária, tem um serviço de péssima qualidade prestado.

Observa-se, também, que na Bahia, apesar dos professores da rede de ensino superior do setor privado receberem salários significativamente menores, não tem ocorrido greves no setor.

Direito a educação

Outro aspecto do conflito que ocorre com relação a greve no setor público é o direito fundamental a educação. A interrupção do calendário anualizado de 200 dias ocasiona prejuízo permanente para a sociedade com relação ao direito fundamental a educação de qualidade.

Efetivamente, os servidores merecem receber salários dignos, mas, também tem obrigação de prestar um serviço de qualidade. Com relação aos salários, estão próximos a alcançar a conquista. Com relação a qualidade da educação, estão bem distantes.

É sintomático observar que os professores, de forma quase generalizada, não matriculam os próprios filhos nas escolas que ensinam, por considerar o ensino de péssima qualidade.

Evidente que existem exceções no ensino superior. Professores, cujo compromisso com a educação, transformam a sociedade. Mas, lamentavelmente, se tornaram a minoria, e são prejudicados no desempenho das funções por um quadro de servidores repleto de vícios antirrepublicanos.

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