Feira de Santana: Vereador Correia Zezito critica declaração de religioso que classificou vereadores de ladrões

José da Costa Correia Filho (Correia Zezito): "Os vereadores aprovam uma emenda e são criticados até pelo monsenhor. Me zanguei aqui com um radialista, mais um padre".José da Costa Correia Filho (Correia Zezito): "Os vereadores aprovam uma emenda e são criticados até pelo monsenhor. Me zanguei aqui com um radialista, mais um padre".

Durante pronunciamento na sessão desta terça-feira ( 19/05/2015), o vereador Correia Zezito (PTB) teceu críticas à declaração do monsenhor Luiz Rodrigues, que afirmou haver 21 ladrões na Câmara de Vereadores de Feira de Santana. O edil também aproveitou o tempo para defender o prefeito José Ronaldo de Carvalho das acusações dos parlamentares de oposição, em relação às obras de pavimentação que são feitas no município.

“Os vereadores aprovam uma emenda e são criticados até pelo monsenhor. Me zanguei aqui com um radialista, mais um padre…O pessoal chega em Feira de Santana e quer ser dono da cidade, acha que pode tudo, mas não faz uma ação para ajudar a recuperar um dependente químico; arrecadar alimentos na Igreja para os moradores de Santo Amaro, que estão sofrendo com as enchentes, mas tem tempo para falar do Poder Legislativo. Um absurdo. Tenho certeza que o Arcebispo Dom Itamar Vian irá conversar com ele e dizer que esta Casa merece respeito e não deve, em uma oração, soltar o que quiser sobre os vereadores”, avaliou Correia.

O edil acredita que a Casa da Cidadania não deve se calar e aceitar a declaração do monsenhor. “Esta Casa não pode se calar. Ele foi infeliz no que disse porque, no momento em que deu essa declaração, tinha familiares de vereadores presentes. Será que ele não pensou nisso? Será que está passando a verdade? Será que os fiéis vão confiar? Porque ele perdeu o tempo dele para julgar a emenda de um projeto e os vereadores”, pontuou.

Em aparte, o pastor e vereador Eli Ribeiro (PRB) afirmou que muitas vezes  a imagem do vereador sofre desgaste desnecessário. “Uma das coisas que desgasta é que tudo cai sobre os vereadores, mas quando precisam procuram os vereadores. Não dá para digerir isso: um  monsenhor  usa o microfone para a atacar os vereadores, sem conhecer o perfil de cada um. Isso me deixa chateado e indignado. Quando um pregador usa microfone para guiar as ovelhas, tem que falar para ajudar”, disse.

De volta com a palavra, o edil Correia afirmou que não pensou em si quando votou a favor da emenda e não entende porque ela causou tanta revolta. Zezito também lembrou que é amigo da Igreja. “Sempre ajudei a Paróquia da Rua Nova e estou à disposição. Lembro que quando usei a tribuna para dizer que estava zangado com o prefeito, o padre me pediu para pegar leve. Eu ouvi o padre, pois trabalho em parceria com a Igreja”, afirmou.

Também em aparte, o parlamentar Lulinha (PEN) afirmou que estas coisas acontecem e lembrou que passou por uma situação parecida com um padre que assumiu a paróquia do bairro Conceição. No mesmo pedido, o líder do Governo na Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSL) afirmou que o fato já está esclarecido e acredita ter sido uma posição isolada do monsenhor. “Acredito que não é esta a concepção que ele tem desta Casa e que a Igreja tem da nossa cidade. Foi um momento de infelicidade e deveríamos passar uma borracha nisso. Tenho certeza que o monsenhor saberá reconhecer que foi infeliz quando generalizou”, finalizou.

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