Estarrecedor: radialista Juarez Fernandes divulga áudio revelando participação na eleição do ex-presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana

Juarez Fernandes critica duramente o ex-presidente Justiniano França, e revela participação ativa no processo eletivo da presidência da Câmara Municipal.
Juarez Fernandes critica duramente o ex-presidente Justiniano França, e revela participação ativa no processo eletivo da presidência da Câmara Municipal.
Juarez Fernandes critica duramente o ex-presidente Justiniano França, e revela participação ativa no processo eletivo da presidência da Câmara Municipal.
Juarez Fernandes critica duramente o ex-presidente Justiniano França, e revela participação ativa no processo eletivo da presidência da Câmara Municipal.

Na manhã de terça-feira (12/05/2015), o radialista Juarez Fernandes, âncora de um dos programas da rádio Povo em Feira de Santana, divulgou áudio revelando aspectos do processo eleitoral que possibilitou a vitória do ex-presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS) vereador Justiniano França (DEM). França comandou a presidência da Câmara de 2013 a 2014. Atualmente ele encontra-se afastado do mandato, exercendo o comando da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, a convite do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM).

O áudio divulgado por Fernandes foi publicado em uma rede da imprensa local, em resposta ao servidor da Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), Osvaldo Cruz. Ao analisar a fala de Fernandes, observa-se a ingerência de um radialista no processo eletivo da Câmara Municipal. “A articulação do ex-presidente quem fez foi eu, que nem credibilidade para sentar com os vereadores tinha”.

As declarações de Fernandes evidenciam, também, o descontentamento com a vitória do ex-aliado. “Depois que ele chegou, ele cuspiu no prato que comeu, me traiu”.

Fernandes apresenta tom crítico com relação a conduta ética do ex-presidente. “Saiu pelas portas do fundo, e com uma série de denúncias de irregularidades caiu sobre o ombro dele.”. “Evidentemente que ele, habilidosamente, manteve o procurador. Ele tem as “costas largas”.

Nome

Embora não cite o nome de Justiniano França na gravação, nos encontros com profissionais da imprensa, Juarez Fernandes sempre citava a participação na eleição de Justiniano para presidência. Apenas, desta vez, publicizou a participação e a opinião sobre fatos, omitindo nomes.

Na parte final das declarações, Fernandes apresenta a trajetória profissional. Mas, efetivamente, segundo políticos, trata-se de um secundarista cujo passado está ligado ao apoio a candidatos a cargos eletivos que retribuíram agraciado o radialista com empregos públicos.

Lamentavelmente, o radialista conclui a fala utilizando linguajar totalmente inadequado para o local onde o conteúdo foi publicado, a rede de contatos do Whatsapp da CMFS para profissionais da imprensa.

Desqualificação

O tom de deboche de Fernandes com relação a Justiniano é severamente censurável. Mais censurável ainda é o linguajar. Mas, alguns aspectos da declaração do radialista precisam ser esclarecidos: foi Juarez Fernandes quem articulou a vitória de Justiniano França, como ele próprio afirma? Qual o papel desempenhado pelo radialista Juarez Fernandes no processo eleitoral que conduziu a vitória de Justiniano França?

Íntegra da declaração de Juarez Fernandes

– Osvaldo, referindo a esse áudio que você mandou sobre mim: Não sou melhor do que ninguém, não, mas sou diferente de todos que fazem comunicação. Você falou que eu cabeceava a bola e como viesse eu botava no peito, talvez você esteja enganado. E vou aqui lhe adiantar, porque o bom que me norteia é que eu não tenho rabo preso.

A articulação do ex-presidente quem fez foi eu, que nem credibilidade para sentar com os vereadores tinha. E vou aqui lhe dizer, sentei duas horas da manhã para conversar com vereador, sentei no Palace [hotel] para tomar café com vereador, sentei na casa de Cafuringa para levar vereador para conversar particular,sobre a campanha do ex-presidente. Só que depois que ele chegou, ele cuspiu no prato que comeu, me traiu.

Mas, ele pode até ter telhado de vidro e eu não tenho. E quero aqui dizer uma coisa para você, muito tranquila. Não sou picareta, marginal nem mal caráter que quando recebe uma crítica diz que fica ameaçando que vai processar. Democracia é você falar o que prova, e de mim “mermão” pode dizer o que é que eu tinha, o que é que eu tenho, o que é que alguém me deu. Nunca tive nada que não merecesse o trabalho que desempenhei, isso eu posso bater no peito e lhe assegurar.

Você fez duras críticas ao ex-presidente e eu nunca lhe falei nada, porque as suas críticas não eram fundadas não, porque ele era um camarada que só tem um defeito grande. Ele não reconheceu as pessoas que ajudaram a ele chegar ali, por isso que aconteceu o que aconteceu com ele. Saiu pelas portas do fundo, e com uma série de denúncias de irregularidades caiu sobre o ombro dele.

Evidentemente que ele habilidosamente, manteve o procurador. Ele tem as “costas largas”, mas nunca tive nada e ninguém, não, parceiro, que eu trabalho. Se você quiser sair comigo sábado e domingo, para você ver quantas cidades dessa Bahia, eu percorro, o duro que eu dou. Primeiro que eu sou um profissional, modéstia à parte parceiro, muito competente. Eu atuo em quatro, cinco áreas com muita desenvoltura, porque meu pai me ensinou. Agora, “mermão” fique à vontade, não vou brigar, não vou ficar seu inimigo, não vou lhe processar, não.

Mas o que você souber de mim, pode falar. Mas fale na íntegra, e lhe desafio, nenhum político, olha que você está por dentro da política, cheguei na Câmara dia 15 de março de 89’, meu primeiro emprego público. Vou aqui me adiantar, na Câmara dia 15 de março de 89, depois fui prefeitura de Lauro de Freitas, depois fui para a Assembleia Legislativa em duas gestões. Geson Gomes como deputado, Eliana Boaventura como deputada. Câmara dos Deputados Federais com José Falcão, deputado federal. Prefeitura de Feira por três vezes, Estado por quatro oportunidades.

Lhe digo o período e por onde passei, e como se não bastasse exerci um cargo Federal que poucos sabem, pensaram que foi pela Prefeitura. Muito pelo contrário, eu participei de uma seleção e fui coordenador de um programa federal em Feira. Fui gestor, porque participei de uma seleção, fui aprovado e o Governo Federal me deu um curso na UniBahia, na faculdade que fica em Lauro de Freitas. Então de mim, parceiro, não tem absolutamente nada. Não tenho nada a temer, não tenho vicio, não cheiro pó, não dou o …, não passo cheque sem fundo, e não devo a ninguém na praça. Fique à vontade meu caro Osvaldo.

Confira o áudio da declaração de Juarez Fernandes

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