Entrevista de James Correia ao jornal A Tarde aponta para surpreendente enriquecimento do ex-secretário, e interesse econômico nos setores em que o Estado é o financiador

James Correia concede entrevista classificada como desleal, e apresenta extraordinária evolução econômica.
James Correia concede entrevista classificada como desleal, e apresenta extraordinária evolução econômica.
James Correia concede entrevista classificada como desleal, e apresenta extraordinária evolução econômica.
James Correia concede entrevista classificada como desleal, e apresenta extraordinária evolução econômica.

A entrevista concedida pelo ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia James Correia, publicada no dia 4 de maio de 2015 no jornal A Tarde, com título ‘Fazenda trava a vinda da JAC Motors’, conduziu a uma série de questionamentos da sociedade. Os questionamentos apontam para uma conduta pouco ética por parte do secretário, e a convergência de interesses comerciais nos setores de negócio liderados pelo Estado brasileiro. Também ocorre questionamento quanto a espetacular demonstração de riqueza que o ex-secretário apresenta.

O primeiro aspecto observado na entrevista é a crítica que o James Correia fez ao governo no qual era membro. No meio político, a postura do ex-secretário foi avaliada como desleal, e uma forma de transferir responsabilidades pelos fracassos na pasta.

Outro aspecto observado foi com relação a defesa do tecnicismo. Os políticos avaliaram que James deve ter se esquecido que não foi escolhido por ser um técnico nos assuntos da indústria, comércio e mineração, mas pelo vínculo político com o ex-governador Jaques Wagner.

Mas, o que efetivamente despertou a atenção da sociedade foi a seguinte declaração de James Correia:

– Tenho investimentos na Bahia. Estou construindo 27 galpões para alugar na estrada CIA-Aeroporto, tenho um patrimônio, capacidade para investir. Também tenho negócios no Maranhão, na área de gás, e estou iniciando um negócio nos Estados Unidos, em portos. –

Ao analisar a declaração do dublê de político e empresário fica evidente que, de maneira quase mágica, o ex-secretário se tornou um proeminente executivo baiano. Segundo fontes do Jornal Grande Bahia, as áreas de negócio de galpões, gás, e porto não faziam parte do perfil econômico administrado por James antes de ingressar no governo do estado.

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Sobre Carlos Augusto 9505 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).