Deputados questionarão Petrobras sobre gravação de reuniões de conselho

Paulo Roberto Costa afirma que as gravações vão mostrar que houve reiterados alertas ao conselho a respeito do prejuízo que a defasagem de preços dos combustíveis estavam causando à estatal.
Paulo Roberto Costa afirma que as gravações vão mostrar que houve reiterados alertas ao conselho a respeito do prejuízo que a defasagem de preços dos combustíveis estavam causando à estatal.
Paulo Roberto Costa afirma que as gravações vão mostrar que houve reiterados alertas ao conselho a respeito do prejuízo que a defasagem de preços dos combustíveis estavam causando à estatal.
Paulo Roberto Costa afirma que as gravações vão mostrar que houve reiterados alertas ao conselho a respeito do prejuízo que a defasagem de preços dos combustíveis estavam causando à estatal.

Deputados da CPI da Petrobras vão questionar oficialmente a empresa a respeito das gravações das reuniões do Conselho de Administração da estatal, que já foi presidido pela presidente Dilma Rousseff, quando era ministra-chefe da Casa Civil, e por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda.

Segundo o ex-diretor de Abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa, as gravações vão mostrar que houve reiterados alertas ao conselho a respeito do prejuízo que a defasagem de preços dos combustíveis estavam causando à estatal. “Eu fiz o alerta, pessoalmente, três ou quatro vezes”, disse.

A CPI já pediu oficialmente as gravações e as atas das reuniões ocorridas entre 2005 e 2015, mas só recebeu as atas. A estatal enviou gravações apenas das reuniões ocorridas entre setembro e abril deste ano. Os membros da CPI queriam saber o que foi discutido em relação à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

A estatal explicou que as gravações são apagadas assim que as atas são elaboradas. De acordo com o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), essa medida é adotada pela Petrobras desde 2002. “Mas vamos pedir oficialmente informações sobre essa norma interna”, disse.

O prazo para que a Petrobras enviasse os documentos à CPI terminou ontem, e deputados ficaram insatisfeitos. “A Petrobras tem um regimento interno secreto. Nunca vi isso”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

O pedido de análise das gravações foi motivado também pelo depoimento, na semana passada, de Mauro Cunha, ex-membro do Conselho de Auditoria da Petrobras – órgão que assessorava o Conselho de Administração. Segundo ele, os prejuízos da empresa nos últimos anos se deveram, em parte, a falhas na gestão.

“A enorme capitalização da Petrobras atropelou princípios. Foram 330 bilhões de dólares de prejuízos desde 2009”, declarou Mauro Cunha. Ele afirmou ainda que, somente a política de combustíveis da Petrobras, gerou prejuízos de 100 bilhões de dólares nos últimos anos. “(Foram feitos) investimentos ruins e procedimentos foram ignorados para viabilizar projetos.”

*Com informações da Agência Câmara.

Redação do Jornal Grande Bahia
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