As fortes chuvas em Feira de Santana | Por Alberto Peixoto

População de Feira de Santana joga lixo em terrenos baldios. (Foto: Alberto Peixoto)
População de Feira de Santana joga lixo em terrenos baldios. (Foto: Alberto Peixoto)

As fortes chuvas que vem caindo nos últimos dias em Feira de Santana, tem trazido diversas complicações para a cidade, causando prejuízos materiais, principalmente para os que habitam nas áreas mais periféricas, onde a grande maioria das ruas não possui saneamento básico e pavimentação de qualidade.

Diversas famílias ficaram desabrigadas devido às inundações por falta de drenagem pluviométrica. Nos locais onde existem serviços de infraestrutura, não foi o suficiente para o escoamento das águas devido a grande quantidade, ou por estarem as “bocas de lobo” – bueiros – entupidas.

Mesmo no centro da cidade em alguns momentos o trânsito, que já não flui facilmente em dias normais, se tornou insuportável. Nas ruas não pavimentadas ou com calçamento malfeito, abriram-se crateras “engolindo” veículos. O deslocamento dos pedestres nestas artérias era, em certos momentos, impossível.

Claro que não se pode controlar a chuva, mas os estragos causados por ela, são em grande parte por falta de investimentos em infraestrutura pelo poder público, e parte pela população que joga o seu lixo em terrenos baldios, ou mesmo nas ruas, onde são arrastados pelas águas pluviais, vindo a entupir os bueiros, causando alagamentos, com os consequentes deslizamentos de terras.

Urgente e necessário que se busquem melhorias na infraestrutura, tanto na área urbana como na zona rural, com reparos e aperfeiçoamentos nas redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, energia elétrica, sistema viário e de comunicações, de modo a melhorar qualidade de vida dos cidadãos, uma vez, provado, ser altamente deficitário.

*Alberto Peixoto, escritor.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.