Ação da Codevasf garante alimentação animal no semiárido baiano

Ação da Codevasf contribui para reforçar alimentação animal em áreas afetadas pela seca.
Ação da Codevasf contribui para reforçar alimentação animal em áreas afetadas pela seca.
Ação da Codevasf contribui para reforçar alimentação animal em áreas afetadas pela seca.

A sobrevivência das criações de animais de mais de 300 famílias de produtores de Remanso, no semiárido baiano, vai ficar mais fácil, especialmente em meio à estiagem prolongada. Elas foram beneficiadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com kits de máquinas forrageira e ensiladeira, equipamento que contribui para o manejo alimentar dos animais nos períodos de escassez e auxilia no desenvolvimento das atividades pecuárias.

A ação faz parte do Plano Brasil sem Miséria. Segundo o técnico da Codevasf Everaldo de Andrade Cavalcanti, para fazer jus ao benefício as famílias devem preencher os critérios do Plano – como estarem cadastradas no CadÚnico de programas sociais do governo federal e terem renda per capita familiar mensal de até R$ 77. Além disso, a Codevasf analisa a documentação da entidade e faz visitas e reuniões técnicas para constatar a real necessidade do equipamento.

O presidente da Associação Comunitária dos Pequenos Agricultores Rurais de Baixa Verde e Região, Arlindo Celestino de Sousa, conta que antes precisava pegar a forrageira e a ensiladeira emprestadas com outros produtores ou levar os animais até onde a máquina estava. “É uma satisfação recebermos esse kit. Temos 34 associados e para nós vai melhorar muito a alimentação do nosso rebanho. Criamos ovelha, bode, cabra, galinha e outros animais”, afirma Sousa.

Para Luiz Moreira de Melo, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Jatobá e Arredores (Aprujatar), que reúne 44 famílias, o equipamento beneficia bastante no período de seca. “Podemos guardar o material mais compactado para alimentação e usufruir desse benefício na estiagem”, explica.

Outra entidade beneficiada é a Associação dos Produtores Rurais de Salino do Brejo e Arredores, onde os 55 produtores associados criam principalmente caprinos e ovinos. “Para nós, é uma vitória. Vai ser muito importante para a criação de animais dos pequenos produtores”, destaca a presidente, Helenice Lopes de Almeida.

O secretário de Agricultura e Pesca do município de Remanso, Alair Rodrigues Paes Landim, salienta que a região é bastante produtiva na área de caprinos e ovinos, e que o kit ajuda os produtores a lidar melhor com o clima seco. “Sete associações receberam o equipamento e isso representa cerca de 350 famílias beneficiadas. Esse kit veio em boa hora, pois é um momento em que nós estamos passando por um período de escassez de chuva”, aponta o secretário.

Suplementação alimentar 

De acordo com o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Alaôr Grangeon, ao todo já foram beneficiadas 12 associações de produtores do norte baiano. Até o final deste ano devem ser entregues outros 88 kits forrageiros, um para cada associação de produtores familiares em comunidades de municípios fortemente afetados pela seca e que dependem da pequena pecuária extensiva para subsistência.

O investimento total é de aproximadamente R$ 1 milhão, com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI) e também oriundos de emendas parlamentares.

Para Izabel Aragão, gerente de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, essa é uma ação fundamental para o fortalecimento da atividade. “A Caatinga representa uma importante fonte de alimento para os caprinos e ovinos, e é a forma mais prática e econômica de se alimentar os animais; no entanto, no período de estiagem e em algumas fases de criação, esses animais apresentam exigências nutricionais diferenciadas necessitando da suplementação alimentar adequada para a obtenção de bons índices zootécnicos”, explica.

Dispensa energia elétrica 

De fácil manuseio, o conjunto de peças é composto por uma base de ferro que tem no centro um motor a diesel e nas extremidades dois conjuntos de máquinas, uma para picar outra para triturar forrageiras. Uma simples troca de correias aciona um ou outro aparelho. Além de dispensar o uso de energia elétrica, o conjunto pode ser facilmente transportado de um lugar para outro.

Depois de trituradas ou picadas as forrageiras, o material é ensacado e então armazenado em silos ou outros locais apropriados para ser consumido futuramente pelo rebanho.

Em geral, quando vão utilizar o material que estava armazenado, os criadores acrescentam outros elementos para que se torne um produto balanceado para os animais – como farelos, grãos e rações. Entre os vegetais utilizados como forrageiras estão mandacaru, cana-de-açúcar, palha de milho, mandioca e macambira.

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