A pedido do governo Americano, Justiça suíça prende o ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa

José Maria Marin é detido por autoridades da Suíça.
José Maria Marin é detido por autoridades da Suíça.
José Maria Marin é detido por autoridades da Suíça.
José Maria Marin é detido por autoridades da Suíça.
Operação prende 7 dirigentes da Fifa suspeitos de corrupção.
Operação prende 7 dirigentes da Fifa suspeitos de corrupção.

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram a detenção hoje (27/05/2015), por acusações de corrupção, de seis dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique. Eles estavam num hotel na cidade.

As autoridades suíças preveem a extradição deles para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova York os investigam por terem, supostamente, aceitado subornos desde o início dos anos 1990.

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos pela polícia da Suíça em uma operação surpresa na madrugada desta quarta-feira, em Zurique. As detenções aconteceram a pedido da Justiça americana, que investiga os cartolas por envolvimento em um esquema de suborno na entidade que já duraria mais de duas décadas. Os dirigentes devem ser extraditados para os Estados Unidos. O presidente da entidade e candidato à reeleição, o suíço Joseph Blatter, não está entre os suspeitos e, segundo a Fifa, o pleito desta sexta-feira está mantido.

Os outros seis dirigentes detidos na Suíça foram Jeffrey Webb (presidente da Concacaf), Eduardo Li (presidente da Federação Costarriquenha), Julio Rocha (presidente da federação da Nicarágua), Costas Takkas (ex-presidente da federação das Ilhas Cayman), Rafael Esquivel (presidente da federação venezuelana) e Eugenio Figueiredo (ex-presidente da Conmebol).

Corrupção

Segundo o New York Times, a ordem de prisão, por supostos atos de corrupção nos últimos 20 anos, partiu do Ministério Público de Nova York. Entre os detidos, para vias de extradição, está Jeffrey Webb, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte e vice-presidente do comitê executivo da Fifa e Jack Warner, ex-membro do comitê executivo.

Segundo o jornal americano, o FBI investigava casos de corrupção na Fifa há três anos. Os demais detidos desta madrugada são: Eugenio Figueredo, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Rafael Esquivel e Nicolás Leoz.

Todos são acusados de receber propina nas atribuições de Copas do Mundo, em contratos de marketing e de transmissões televisas.

As prisões foram efetuadas pela polícia de Zurique sob ordem do Ministério da Justiça da Suíça. Mais de 300 delegados estão em Zurique para participar do Congresso da Fifa no próximo final de semana, que deverá reeleger o suíço Sepp Blatter, para um quinto mandato. Ele preside a Fifa desde 1998.

Para o Ministério da Justiça da Suíça, os seis suspeitos atualmente detidos no país poderiam ser extraditados para os EUA para enfrentar as acusações segundo o tratado de cooperação judiciária assinado entre os dois países.

Havelange

Roland Büchel, deputado federal do partido do povo suíço (SVP, na sigla em alemão) que fez campanha para limpar a FIFA, disse que as prisões provavelmente se relacionam com subornos dados pela extinta empresa de marketing esportivo com sede em Zug ISMM-ISL.

Em 2008, a justiça do cantão de Zug descobriu que vários executivos da FIFA tinham recebido subornos da empresa. Mas só em 2012 os nomes dos culpados, incluindo o ex-presidente da Fifa, João Havelange, foram revelados publicamente.

“Isso mostra mais uma vez que, quando os Estados Unidos querem resultados, eles conseguem”, disse Büchel. “Eles provavelmente só poderão solicitar a extradição das pessoas que cometeram os crimes nos EUA”, acrescentou.

“Pedimos à FIFA que limpasse suas atas há vários anos, enquanto ainda havia tempo para isso. A organização preferiu jogar isso para o escanteio e agora parece que os EUA estão recuperando o chute para a FIFA e para a Suíça. É uma pena, porque agora o mundo inteiro está olhando para a Suíça.”

Por coincidência, o parlamento suíço vai debater na próxima semana propostas de novas leis contra a corrupção das entidades esportivas sediadas no país. Os políticos vão decidir sobre a possibilidade de reforçar as leis contra a corrupção para tornar automaticamente um crime quem der ou aceitar subornos, independentemente do estatuto legal da organização que representam.

Em dezembro de 2014, o parlamento aprovou novas leis antilavagem de dinheiro que classifica os executivos da FIFA, e de outros grandes organismos esportivos, como pessoas politicamente expostas. Isso permitirá que as autoridades suíças tenham acesso as contas bancárias desses funcionários.

*Com informações das agências de notícias.

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