Semana do Júri: parcial chega a 292 julgamentos; homem é condenado a 21 anos no Baixo-Sul da Bahia

Semana Nacional do Júri 2015 na Bahia é avaliada de forma positiva.
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A mais recente parcial da Semana Nacional do Júri na Bahia, divulgada na tarde da sexta-feira (24/04/2015), aponta que, das 424 sessões designadas em todo o Estado, 292 foram realizadas. O número corresponde a aproximadamente 80% do total.

O número de sessões designadas, inicialmente divulgadas como 377, e depois como 410, passou para 422 pelo fato de muitas comarcas terem passado as informações com atraso.

De acordo com os relatórios enviados à juíza Jacqueline Campos, gestora das Metas da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) na Bahia, foram 139 condenações, 103 absolvições, 31 desclassificações e 19 outros casos, como extinção de punibilidade, prescrição e morte do réu comprovada.

Também segundo os relatórios, 77 sessão não foram promovidas por motivos diversos: 27 por falta de promotor de Justiça – o que corresponde a 35% dos júris não realizados –, 11 por falta de advogado, oito por renúncia de Advogado, cinco por ausência do réu, além de outros motivos, a exemplo de pedido da defesa e notícia de morte do réu.

Restam ainda s informações de 23 comarcas, referentes a 31 júris.

Baixo-Sul

A condenação de um réu a 21 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão, por crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver teve ampla repercussão na comarca de Wenceslau Guimarães, no Baixo-Sul do Estado, onde foram realizadas cinco sessões durante a 2ª Semana Nacional do Tribunal do Júri, de 13 a 17 de abril.

A juíza substituta das comarcas de Gandu e Wenceslau Guimarães, Renata Guimarães Silva Firme, que presidiu a sessão, informou que o júri decidiu pela condenação ao avaliar as circunstâncias do crime: o marido matou a mulher, com um golpe de punhal nas costas, na frente dos filhos, um de dois e outro de quatro anos de idade.

A ocultação do cadáver, acrescentou a magistrada, ocorreu porque o assassino jogou o corpo da vítima no rio próximo à residência. “A sessão começou às 8h30 de quinta (16) e terminou às 2h45min de sexta (17)”, disse a juíza. Rita de Cássia Pires Bezerra Cavalcanti foi a representante do Ministério Público.

O júri atraiu tantos jurisdicionados que havia pessoas fora do plenário aguardando o resultado. “Embora todos estivessem exaustos, permaneceram até o final”, disse a juíza.

De acordo com a magistrada, depois de proferida a sentença, uma jurada se disse satisfeita por ver “a Justiça sendo feita”. Ao final, os jurados perguntavam quando haveria mais júris, manifestando interesse em participar de novos julgamentos.

Redação do Jornal Grande Bahia
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