Secretário de Comunicação de Feira de Santana emite nota e pede oração pela melhora de Anchieta Nery

Valdomiro Silva: "a informação de que ele teria morrido partiu de familiares do próprio jornalista.".Valdomiro Silva: "a informação de que ele teria morrido partiu de familiares do próprio jornalista.".


Hoje (29/04/2015), o Secretário de Comunicação de Feira de Santana, Valdomiro Silva, publicou nota na página pessoal do Facebook com o título ‘Oremos por Anchieta’. A nota aborda a controversa informação sobre a morte de Manuel Anchieta Nery de Souza, ex-secretário de comunicação de Feira de Santana e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Ao avaliar as falhas sobre o equivoco na comunicação da morte de Anchieta Nery, Valdomiro observa que a imprensa não falhou ao divulgar as informações. Na avaliação dele, o erro ocorreu por parte dos familiares de Anchieta, que tramitaram para setores da imprensa e órgãos oficiais, no dia 27 de abril, a informação, de forma equivocada, sobre a morte do ex-secretário.

Nota do Emec

No dia 28 de abril, foi publicado com exclusividade pelo Jornal Grande Bahia, matéria com o título ‘Feira de Santana: hospital EMEC informa que Anchieta Nery continua vivo’. A matéria revela uma nota oficial da equipe médica da Unidade de Terapia Intensiva do (UTI) do hospital informando que Anchieta Nery “encontra-se internado em estado grave sob cuidados intensivos.”.

Confira o teor da nota

Oremos por Anchieta

Os últimos dias tem sido tensos, para profissionais de comunicação de Feira de Santana, com a situação do nosso querido companheiro jornalista Anchieta Nery. Internado no hospital Emec, vítima de um AVC, noticiou-se, em diversos meios, que ele teria falecido, na segunda-feira à tarde.

A informação de que ele teria morrido partiu de familiares do próprio jornalista, após conversa com um cardiologista do hospital, que considerou o quadro como irreversível.

Eu mesmo, cria de Anchieta no jornalismo, seu compadre e grande amigo, necessitei de meia hora para me recompor das lágrimas, em meu escritório aqui na Secretaria de Comunicação, após a notícia.

Mais de 24 horas depois, quando toda a imprensa publicava pesar pela perda, inclusive a redação da Secom, surge uma nota de esclarecimento do Emec, informando que nem mesmo a morte cerebral do jornalista estaria documentada.

Não há o hábito, na imprensa, de esperar por pronunciamento oficial do hospital, quando um familiar do paciente informa a morte deste. Em geral, se dá crédito a informação de parente próximo.

Foi o que aconteceu, no episódio do jornalista Anchieta Nery. Familiares continuam com a informação médica de que o ex-secretário de Comunicação e também ex-titular da pasta de Cultura já sofreu morte cerebral.

A notícia se torna extraoficial, pela falta de procedimentos médicos exigidos para que a constatação seja documentada. Há, na imprensa, quem esteja considerando gafe, a notícia sobre a suposta morte. Pode ser que sim.

No entanto, não estamos diante de um caso em que um jornalista inventou informação, como as vezes acontece. Não houve irresponsabilidade. As fontes, embora não fossem médicas, eram fidedignas.

Essas fontes, no imenso calor das emoções, sem o conhecimento do trâmite de consolidação de uma morte cerebral (o que pode não ter sido exposto na conversa com o médico), transmitiram de forma definitiva algo que carece ser documentado após vários procedimentos legais.

Aprendemos, todos, uma lição: declaração de familiar, em caso de morte, nem sempre deve ser divulgada antes de confirmação pelo médico. Penso que, neste momento, não devemos fazer outra coisa senão orar pelo nosso amigo.

Infelizmente, infelizmente mesmo, essa “gafe” tem remotas chances de se confirmar. Ela seria comemorada por todos nós como se tivéssemos obtido o maior furo jornalístico de todos os tempos.

Valdomiro Silva

Secretário Municipal de Comunicação de Feira de Santana

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