Perguntas de deputado do PSDB a João Vaccari causam bate-boca na CPI

Deputado Jorge Solla (PT) protesta.Deputado Jorge Solla (PT) protesta.
Deputado Jorge Solla (PT) protesta.

Deputado Jorge Solla (PT) protesta.

Perguntas de deputado do PSDB a João Vaccari causam bate-boca na CPI.

Perguntas de deputado do PSDB a João Vaccari causam bate-boca na CPI.

O depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se transformou em bate-boca entre deputados do PT e de partidos da oposição depois de questionamentos feitos pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) ao depoente.

Sampaio chamou Vaccari de criminoso depois de listar denúncias anteriores feitas contra Vaccari pelo Ministério Público. O tesoureiro do PT foi presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), cujas operações financeiras foram alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa paulista. De acordo com Sampaio, Vaccari foi denunciado por formação de quadrilha pelo Ministério Público de São Paulo.

“O senhor foi escolhido tesoureiro do PT por causa dessas atividades ilegais?”, perguntou Sampaio. Os deputados do PT Paulo Teixeira (SP), Maria do Rosário (RS) e Leo de Brito (AC) reclamaram da forma como o depoente estava sendo tratado. “Ele foi condenado em alguma ação?”, perguntou Teixeira.

Sampaio, ao interrogar Vaccari, disse que este tinha inovado ao tratar de propinas. “Existem relatos de que o senhor recebeu propinas por intermédio de um mensageiro de moto que foi ao diretório nacional do PT. Inventou o propina delivery”, disse Sampaio. “E também inovou ao fazer uma troca de propina com Pedro Barusco, que tinha uma propina a receber de uma empresa com quem o senhor tinha boas relações”, prosseguiu, remetendo aos depoimentos da delação premiada de Barusco à Justiça Federal.

“O senhor tinha intimidade com Barusco?”, perguntou Sampaio. Diante da negativa, o deputado não conteve a irritação: “Acha que nós somos palhaços?”.

Ao responder o deputado do PSDB, Vaccari repetiu que o empresário Augusto Mendonça, da empresa Toyo Setal, foi ao diretório do PT oferecer doação de campanha oficial. E admitiu ainda ter ido ainda ao escritório do doleiro Alberto Youssef. “Mas ele não estava”, acrescentou.

Em CPI, Vaccari diz que é a favor de financiamento público de campanhas

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, disse à CPI da Petrobras ser favorável ao financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Ele é apontado pelo Ministério Público como beneficiário de propinas de empresas contratadas pela Petrobras. Segundo as denúncias, decorrentes da Operação Lava Jato da Polícia Federal, parte da propina era paga pelas empresas na forma de doações oficiais de campanha ao PT.

Vaccari negou qualquer irregularidade na arrecadação de recursos para os comitês financeiros de campanha do PT e disse várias vezes à CPI que nunca recebeu propinas – apesar de admitir conhecer vários dos empresários processados por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos com a Petrobras.

Em depoimento de delação premiada, o empresário Augusto Mendonça Neto, dono da Setal Engenharia, disse que as empresas do grupo (Setec, Projetec, Setal Óleo e Gás – SOG e PEM Engenharia) receberam R$ 117 milhões das obras das duas refinarias Getúlio Vargas (Repar) e de Paulínia (Replan). Desse montante, segundo ele, R$ 4,26 milhões foram parar nas contas de quatro diretórios do PT, entre 2008 e 2012: o Diretório Nacional, o Diretório da Bahia, o Diretório Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal de São Paulo.

“Sou a favor de que os partidos só recebam recursos públicos”, disse Vaccari, ao responder pergunta do deputado Ivan Valente (Psol-SP).

*Com informações da Agência Câmara.

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