Novo ministro da educação, novos desafios | Por Janguiê Diniz

Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.
Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.
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Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

“Acredito na educação como libertação. Não é uma transmissão de conteúdo, uma padronização das pessoas”, afirmou o novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Um professor aposentado de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo (USP), que chega ao MEC com o objetivo de  enfrentar dezenas de desafios. Sobre o ministro, é particularmente alegre consignar: tem qualidades para o cargo e conhece profundamente  os problemas que permeiam a educação brasileira.

Há tempos, Renato Janine se mostra um qualificado intérprete da conjuntura nacional. Os seus artigos, publicados em respeitados veículos de comunicação, mostram que ele compreende o momento do Brasil. Um profissional que entende o papel do professor como fundamental, mas que é a favor de mesclar fontes de conhecimentos na busca por melhores resultados.

Em artigo recente, publicado no jornal Valor Econômico, no qual manteve uma coluna semanal por quatro anos e agora deixa para assumir o Ministério da Educação, Janine questiona se desejamos o impossível. Lá, ele também se coloca favorável ao programa  Pronatec, como forma de ampliação da qualificação profissional, da igualdade de oportunidades e do crescimento econômico.

Assim como o Pronatec, o Fies e o Prouni são programas educacionais meritórios e indispensáveis para o crescimento do Brasil. A expectativa de todos é que Renato também apoie estas iniciativas aprovadas por toda a sociedade brasileira. Vale lembrar que a presidente Dilma, desde o início do seu governo, em 2011, defendeu e incentivou os três programas.

Renato Janine se diz um defensor do diálogo. No entanto, este passa a ser o seu primeiro desafio, visto que no início do novo mandato da presidente, os membros do ministério da Educação não optaram pelo diálogo. E como consequência disto, decisões e medidas apressadas em relação ao Fies foram e são alvos de questionamentos por parte da sociedade e dos estudantes brasileiros que desejam realizar um curso superior.

Torcemos para que Renato seja, de fato, favorável ao diálogo. Torcemos, também, para que o  diálogo traga consigo novos programas educacionais e que os meritórios programas já existentes sejam fortalecidos e ampliados. Acreditamos que este constitui um  papel de extrema importância para o Senhor Ministro: dialogar com todos os atores  envolvidos na luta para a melhoria dos indicadores educacionais brasileiros, sejam eles da iniciativa pública ou privada.

Já está  ultrapassada a época em que a gestão educacional brasileira  era conduzida  por filosofias arcaicas  e que prejudicavam o avanço dos indicadores educacionais nacionais. Hoje, o ensino superior precisa ser reconhecido como ator estratégico, que proporciona a igualdade de oportunidades. Universidades públicas e privadas têm papeis importantes no ambiente social, desde que cada uma exerça as suas funções e ofereça educação com a qualidade que a sociedade exige e necessita.

Embora as condições econômicas atuais não sejam propícias para a ampliação de  investimentos na educação, cremos que o novo ministro da Educação deve focar  suas energias na melhoria do ensino básico, com a diminuição da evasão,  da   repetência e da ampliação da qualidade – considerado de péssima qualidade; na diminuição do analfabetismo – cerca de 10% da população brasileira é analfabeta, sem contar nos 30 milhões de analfabetos funcionais, na ampliação de vagas no ensino superior – apenas 15% da população com idade universitária de 18 a 14 anos estão nas universidades, um dos piores índices do mundo. Boa sorte Janine. O ensino superior privado brasileiro estará ao seu lado.​

*Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

Redação do Jornal Grande Bahia
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