Ministro Eduardo Braga garante criação de fundo para solucionar contratos da Chesf com eletrointensivas na Bahia

"Não podemos chegar ao extremo e deixar para sinalizar com uma posição apenas na época da renovação do contrato", alerta senador Walter Pinheiro.
"Não podemos chegar ao extremo e deixar para sinalizar com uma posição apenas na época da renovação do contrato", alerta senador Walter Pinheiro.
"Não podemos chegar ao extremo e deixar para sinalizar com uma posição apenas na época da renovação do contrato", alerta senador Walter Pinheiro.
“Não podemos chegar ao extremo e deixar para sinalizar com uma posição apenas na época da renovação do contrato”, alerta senador Walter Pinheiro.

Um fundo de R$ 20 bilhões para o setor energético pode solucionar o fornecimento de energia da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) com grandes consumidores de energia do Nordeste. A informação é do ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, em resposta ao senador Walter Pinheiro (PT-BA), durante audiência, na manhã desta quarta-feira (08/04/2015), na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado.

Pinheiro voltou a manifestar preocupação sobre os contratos de fornecimento de energia com as indústrias eletrointensivas, que se encerram em junho deste ano. No ano passado, um dos caminhos apresentados pelo senador foi a aprovação de uma emenda, acatada no texto final da MP 656/2014, posteriormente vetada pelo Executivo.

“Precisamos que o Ministério sinalize para o setor antes do final dos contratos. Não podemos chegar ao extremo e deixar para sinalizar com uma posição apenas na época da renovação do contrato, no mês de junho”, cobrou Pinheiro.

Na Bahia, a medida afeta empresas como a Ferbasa, Braskem, Gerdau, Caraíba Metais, Vale do Rio Doce e Dow Química, que recebem energia diretamente da Chesf. Juntas, elas consomem 800 MW médios.

Segundo o ministro, “a solução para os eletrointensivos poderá vir por meio de um fundo de investimento que contará com aporte de 49% da Chesf e 51% do setor privado. Esse fundo está em construção”.

Pinheiro mantém a articulação para uma saída para o problema, que afeta outros estados, a exemplo de Pernambuco, Alagoas e Ceará. “São essas indústrias competitivas do Brasil que podem ampliar a produção, com a estrutura que detém, e vender mais no mercado externo, nesse momento de alta de dólar”, ressaltou Pinheiro.

Redação do Jornal Grande Bahia
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