João Vaccari diz que não arrecadou dinheiro para campanha do PT em 2010 e que conhece Alberto Youssef e Renato Duque

João Vaccari Neto admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque.João Vaccari Neto admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque.
João Vaccari Neto admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque.

João Vaccari Neto admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque.

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, disse, em depoimento à CPI da Petrobras, que não tinha a atribuição de arrecadar recursos de campanha para o partido nas eleições de 2006 e 2010.

Ao responder perguntas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que essa tarefa não era do secretário de Finanças do PT, cargo que ele assumiu apenas em 2010.

Ele explicou que, em 2007, o secretário de Finanças deixou de ser responsável pelo comitê eleitoral de campanha. “E não fui responsável pelo comitê eleitoral de Dilma em 2006 e 2010. Nem em 2002, na campanha do Lula”, disse.

Segundo denúncia do Ministério Público, Vaccari recebeu propinas de empresas contratadas pela Petrobras. Ele nega.

Ele admitiu conhecer os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e o Renato Duque, acusado de receber propinas, mas disse que nunca tratou de questões financeiras com nenhum dos dois.

Ele admitiu ainda que conheceu o ex-gerente de Tecnologia Pedro Barusco, que acusa Vaccari de receber propinas. “Eu o conheci em um jantar, depois que ele estava aposentado, e nunca tratei de dinheiro com ele”, disse.

Vaccari diz que dinheiro recebido de empresário investigado era empréstimo

O tesoureiro do PT, João Vaccari, admitiu ter recebido dinheiro do empresário Cláudio Mente, um dos investigados na Operação Lava Jato, mas disse que se tratou de um “empréstimo” feito para pagar um imóvel.

Segundo depoimento de delação premiada feita pelo doleiro Alberto Youssef, Vaccari recebu R$ 400 mil em 2008, dinheiro depositado na conta da mulher dele, Giselda Rousie de Lima. Segundo Youssef, Cláudio Mente operava o pagamento de subornos na Petrobras. Vaccari afirma que as transações resultaram de um empréstimo concedido a ele por Mente, seu amigo, para a aquisição de uma casa.

Vaccari explicou à CPI que comprou uma casa em 2008, mas que precisava vender outro imóvel para quitá-la, o que não conseguiu a tempo. “Não conseguiu vender outro imóvel a tempo e por isso pedi empréstimo a Cláudio. O empréstimo foi liquidado em 2009”, disse Vaccari. Ele havia explicado a mesma operação à Polícia Federal.

Vaccari admitiu conhecer e ter mantido contatos com vários acusados de envolvimento na Operação Lava Jato. Ele disse que procurou vários empresários que mantinham contato com a Petrobras em “campanhas institucionais” do PT, mas negou recebimento de propina mencionada nos depoimentos de Pedro Barusco e do doleiro Alberto Youssef.

Ele disse que conhece o empresário Júlio Camargo, da empresa Toyo Setal, que o teria procurado para fazer uma contribuição para o PT. Afirmou ainda que conheceu outros empresários, sempre “em busca de captação de recursos”, como Eduardo Leite, Leo Pinheiro, João Carlos Medeiros Ferraz, Gelson Almada e Agenor Medeiros, todos investigados pela Operação Lava Jato.

Vaccari também admitiu ter conhecido o empresário Fernando Soares, apontado como operador do PMDB, mas que nunca tratou de dinheiro com ele. “O conheci uma vez no aeroporto e nunca mais o vi”, disse.

*Com informações da Agência Câmara.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).