Intelectual feirense Marcelo Vinicius apresenta exposição fotografia ‘Amo como ama o amor’ e lança o livro, ‘Minha querida Aline’

Cartaz da exposição ‘Amo como ama o amor' e do Livro 'Minha querida Aline'.
Cartaz da exposição ‘Amo como ama o amor' e do Livro 'Minha querida Aline'.
O jovem intelectual feirense Marcelo Vinicius.
O jovem intelectual feirense Marcelo Vinicius.
Cartaz da exposição ‘Amo como ama o amor' e do Livro 'Minha querida Aline'.
Cartaz da exposição ‘Amo como ama o amor’ e do Livro ‘Minha querida Aline’.

Na dia 15 de maio de 2015 (sexta-feira), às 19 horas, no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana, o jovem intelectual feirense Marcelo Vinicius apresenta exposição fotografia ‘Amo como ama o amor’, e lança o livro ‘Minha querida Aline’. A exposição fotográfica, realizada em conjunto com lançamento do romance abordam a mesma temática – amor e homossexualidade.

Segundo o autor, além de apresentar os trabalhos, o evento objetiva “reunir pessoas dispostas a combater a homofobia e outras formas de opressão, na luta pela construção de um mundo livre da intolerância e do preconceito, unindo arte, política e cultura”.

Agenda

Data: 15/05/2015 | Horário: 19:00h.

Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea.

Rua Geminiano Costa, 255 – Centro | Feira de Santana

Comentário da obra

Vencedor do Prêmio Nacional Sesc de Literatura Rafael Gallo comenta a obra

‘Minha querida Aline’, romance de estreia de Marcelo Vinícius, acompanha um protagonista apaixonado pela garota do título, com quem não pode consumar um relacionamento erótico, já que Aline é homossexual e tem uma namorada.

Com uma abordagem calcada no pastiche, o autor dá voz a um personagem-narrador cujas características remetem a obras de escritores e filósofos como Nietzsche, Dostoiévski, Goethe e outros, não somente por conta das citações diretas a seus escritos, mas pela própria linguagem do texto – cujo tom sentimentalista e trágico remete ao jovem Werther e à literatura romântica do séc. XIX – ou em determinadas ações, tais quais a tentativa de assassinato da amiga de Aline e suas justificações teóricas, que rememoram o Raskólnikov de “Crime e castigo”.

Os solilóquios do protagonista, escritos na forma de um diário confessional, revelam a face da paixão mais ligada à raiz etimológica da palavra, que vem do latim passio e significa sofrer, padecer.

Por: Rafael Gallo, autor de “Réveillon e outros dias”, livro vencedor do Prêmio Sesc de Literatura na categoria “Contos”.

A visão de Marcelo Vinicius

Marcelo Vinicius explica que a intenção é desconstruir a imagem de “romance ideal” apenas entre pessoas do sexo oposto e ampliar o imaginário popular acerca da ideia de romantismo. Por isso, o título do projeto é um trecho da citação do escritor poeta Fernando Pessoa que diz: “Amo como ama o amor”, que pode ser encontrado no texto: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”.

Na avaliação de Marcelo Vinicius é axiomático que a arte tem a capacidade de afetar opiniões e percepções. O projeto fotográfico “Amo como ama o amor” tem um duplo objetivo: reconhecer a luta da comunidade gay pelo auto-reconhecimento, e também reconhecer a resistência que muitos têm em aceitar gays como dignos de igualdade. As fotografias que compõem “Amo como ama o amor” forneceram imagens visuais que darão credibilidade à validade da vida entre a comunidade gay por universalizar a própria ideia de amor na perspectiva do escritor poeta Fernando Pessoa, que dá o título a este projeto, na tentativa de se incluir essa população oprimida socialmente.

Marcelo Vinicius afirma que ao longo de sua história, a fotografia tem sido usada para decorar linhagem da família e honrar patriarcas e matriarcas da família. Enquanto famílias heterossexuais têm um legado pronunciado e ilustrado, as uniões gays não têm sido reconhecidas em livros de história. Dessa forma, através do Projeto fotográfico “Amo como ama o amor” os casais do mesmo sexo vão ser capazes de reivindicar também seu lugar na história e no legado da fotografia ao decorrer dos novos séculos.

Sinopse

Mais que uma história de amor, esta obra traz a trajetória de um jovem apaixonado, porém devastado, narrando suas aflições amorosas ao próprio leitor. Ele conta sobre um amor não correspondido, intenso e tempestuoso. Desde o início, ele soube que sua amada Aline não poderia ser sua, pois ela não gostava de garotos.

Mas o tempo é um martírio para as almas envoltas pela paixão. Com o convívio diário, o jovem se apaixonava cada vez mais por ela. Passeios na universidade, longas conversas, reflexões, confissões foram momentos que contribuíram para fazer com que se esquecesse do mundo e só visse importância em Aline.

Ele não consegue esquecê-la e se culpa por isso. Por vezes, depois de tomar atitudes que beiravam a loucura para tentar conquistá-la, justificando-as com a teoria do amor puro (visão particular desse jovem em relação à citação de Nietzsche “aquilo que se faz por amor está acima do bem e do mal”), sabia que nunca poderia tê-la, mas, ao contrário de outros livros, aqui, esse amor não o fortalece, e sim, o destrói. Assim, encontramos a contradição de uma alma, que vai da extrema contração do ódio à redenção pelo amor.

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Sobre Carlos Augusto 9616 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).