Em entrevista à revista Veja, senadora Marta Suplicy expressa perfil de escárnio, deboche, e desrespeito ao povo brasileiro

Senadora Marta Suplicy diz que não sabia de nada com relação à corrupção desvelada pela “Operação Lava Jato” que aponta o PT como um dos centros da corrupção.Senadora Marta Suplicy diz que não sabia de nada com relação à corrupção desvelada pela “Operação Lava Jato” que aponta o PT como um dos centros da corrupção.


Em entrevista à revista Veja, com título ‘Marta Suplicy: “O PT traiu os brasileiros”’, publicada por Pedro Dias Leite, em 24 de abril de 2015, a senadora Marta Suplicy (PT/SP) evidência um perfil político de escárnio, deboche, e desrespeito ao povo brasileiro.

Na entrevista, ao criticar o Partido dos Trabalhadores (PT), a “Cinderela” Marta Suplicy parece despertar para o fato de ter casado com o sapo, e não com o “príncipe”. De repente, um dia, a senadora acordou e descobriu que o partido tinha cometido graves erros, e que ela nunca soube dos mesmos, que nunca participou dos desvios do partido. É o mais puro oportunismo político que um ser humano pode expressar. Ela age como deboche diante dos fatos.

No mínimo, a senadora pode ser culpada por grave omissão diante do fato do PT estar no centro de um esquema de corrupção desvelado pela ‘Operação Lava Jato’. Mas, se insiste que os desconhecia, pode ser classificada como uma néscia. Para Marta Suplicy não existe desculpas com relação a crise ética pela qual passa o PT. O centro da crise do PT está na sede do partido em São Paulo, estado que a elegeu deputada, prefeita, senadora, e a tornou ministra. Partido no qual sempre deteve protagonismo.

Não é risível, é trágico perceber como certas pessoas usam da tosca tentativa discursiva para manipular o protagonismo diante dos fatos. Se a senador fosse uma pessoa ética, descente, agiria como políticos da Europa e da Ásia, que quando são pegos em bandalheiras, pedem desculpas públicas, e se retiram da vida política. Mas, não podemos esperar este comportamento da senadora, afinal…

Embora o texto possa parecer áspero, substantivamente adjetivado, não existe outra forma de repúdio a ser expresso diante do escárnio protagonizado por Marta Suplicy.

Declarações

Durante a entrevista, a senadora demonstra o desejo de manter-se no centro do poder ao expressar: “Quero ter um projeto para o meu país. Um projeto em que acredite. É isso que eu vou buscar.”.

Ao comparar-se com os eleitores, Marta Suplicy, nos brinda com o amoralismo: “O PT se distanciou dos seus princípios éticos, das suas bases e de seus ideais. Dessa forma traiu milhões de eleitores e simpatizantes. Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência.”.

Demonstra rancor, desejo de se perpetuar no poder de forma permanente ao expressar: “A escolha do Fernando Haddad para ser candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, foi muito difícil para mim.”.

Critica veladamente o ex-presidente Lula pela escolha de Haddad, e depois faz um afago: “Eu tinha certeza de que, se a Dilma vencesse, teria um segundo mandato muito difícil, como está sendo efetivamente. Achava que com o Lula teríamos condição de rever com clareza os erros cometidos e, assim, reunir força política para tirar o Brasil daquela situação.”.

A síntese do escárnio e do deboche: “A senhora não viu os sinais da “avalanche de corrupção” no PT? Não, porque eu nunca participei disso. Não tinha a mais leve ideia.”.

Reforma política

Pessoas como Marta Suplicy nos dão a certeza que a perpetuação de políticos em cargos eletivos apenas os transformam em seres repletos de um desejo insaciável de poder. O povo, para estas pessoas, é apenas uma referência com a qual utilizam em toscos discursos, com a finalidade de demonstrar que agem para o bem deles, e não de si próprios.

Adjetivos

Escárnio, deboche, e desrespeito podem ser usados como sinônimos, mas, separadamente expressam sentidos distintos:

Escárnio – Atitude ou dito que fazem pouco de algo ou de alguém, provocando manifestamente o riso.

Deboche – Vivência desregrada, dedicada sobretudo aos prazeres do sexo, da comida e da bebida.

Desrespeito – Desacato.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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