Sistema Metroviário Salvador – Lauro de Freitas: Deputado defende investigação de irregularidades na construção do metrô durante a gestão de Antônio Imbassahy

Deputado Joseildo Ramos que apurar responsabilidade de Antônio Imbassahy na construção do metrô de Salvador.
Deputado Joseildo Ramos que apurar responsabilidade de Antônio Imbassahy na construção do metrô de Salvador.
Deputado Joseildo Ramos que apurar responsabilidade de Antônio Imbassahy na construção do metrô de Salvador.
Deputado Joseildo Ramos que apurar responsabilidade de Antônio Imbassahy na construção do metrô de Salvador.

O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia foi palco, na tarde desta terça-feira (07/04/2015), de uma discussão sobre a investigação de possíveis desvios financeiros durante a execução das obras do metrô de Salvador. O debate foi motivado pela matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no último final de semana, que acusava o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), então prefeito da capital baiana, de envolvimento no escândalo.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o deputado estadual Joseildo Ramos (PT) defendeu a averiguação das ações: “Queremos investigar tudo e todos, sem nenhum problema”. O parlamentar lembrou a denúncia publicada pela Revista Isto É, em dezembro de 2009, quando o metrô já completava 10 anos do inicio de suas obras. “O metrô, naquela época, tinha a previsão de alcançar 41 quilômetros e só tinha 6,5 quilômetros prontos”, disse.

“Era conhecido como o ‘autorama baiano’. Mas o autorama, a brincadeira na Bahia, custou R$ 1 bilhão aos cofres do Estado brasileiro e ficou inacabado por diversos anos sob a responsabilidade da prefeitura”, acusou o parlamentar. Ainda de acordo com Joseildo, pelo menos cinco empreiteiras que constavam no Metrosal, consórcio que construía o metrô à época, foram indiciadas na Operação Lava Jato.

Para o deputado, “ninguém está além da suspeição em um Estado democrático” e este é o principal argumento para que se possa realizar uma investigação concisa e cirúrgica sobre o que aconteceu nos bastidores das obras do metrô baiano. “O TCU detectou o sobrepreço de R$ 166 milhões. A operação Castelo de Areia não prosperou porque os grampos não receberam autorização judicial, uma formalidade que deixa sob o tapete indícios de desvios de recursos do erário da União e da Bahia”, apontou.

Redação do Jornal Grande Bahia
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