Relatório produzido pela Secom da Presidência da República vaza e ministro Thomas Traumann é criticado pela oposição

Ministro Thomas Timothy Traumann conduz com elevado de inapetência a comunicação do Rousseff.
Ministro Thomas Timothy Traumann conduz com elevado de inapetência a comunicação do Rousseff.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apresentou nesta quarta-feira (18/03/2015) requerimento para que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, seja convocado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. O tucano quer que o ministro explique o documento elaborado pela pasta que comanda, e publicado pela imprensa, pelo qual se constata o uso criminoso e imoral que tem sido feito dos órgãos de comunicação governamental e o uso de verbas publicitárias federais para atender interesses políticos e partidários da presidente da República.

O pedido de convocação do ministro baseia-se no documento elaborado pelo próprio titular da Secom, divulgado em sua íntegra pela imprensa, e que revela o uso impróprio das empresas públicas de comunicação sob sua administração, bem como a utilização de verbas federais para o financiamento de uma rede de propaganda integrada por blogs, sites privados e pelo Instituto Lula, vinculado ao PT.

O documento divulgado da Secom traz importantes revelações, como:

1- De forma sincera, o Ministro descreve o funcionamento de uma rede financiada com verbas federais para fazer propaganda política e partidária formada por órgãos públicos, pelo Instituto Lula e por blogs contratados com a finalidade de fazer, segundo as palavras do próprio ministro, “guerrilha política”.  Cabendo aos órgãos oficiais o papel de abastecer com conteúdo a ação dos blogueiros financiados, denominados pelo ministro como “soldados”.

Leia abaixo

“As responsabilidades da comunicação oficial do governo federal e as do PT/Instituto Lula/bancada/blogueiros são distintas. As ações das páginas do governo e das forças políticas que apoiam Dilma precisam ser muito melhor coordenadas e com missões claras. É natural que o governo (este ou qualquer outro) tenha uma comunicação mais conservadora, centrada na divulgação de conteúdos e dados oficiais. A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele.”

2 – O Ministro revelou que o Instituto Lula, cujo compromisso deveria ser “com o desenvolvimento nacional e a redução de desigualdades”, conforme consta em seu site,  tem, na verdade, o  papel  de  funcionar como instrumento de propaganda do governo.

3- Thomas Traumann  revelou ainda que o programa oficial “A Voz do Brasil”, mantido pelo governo federal e que deveria levar informação aos cidadãos dos mais distantes pontos do país,  funciona no atual governo como espaço de propaganda política e partidária.

4- O ministro deve prestar esclarecimentos também sobre a orientação oficial dada em documento da Secom para que as verbas publicitárias federais sejam “concentradas no estado de São Paulo, em consórcio com a prefeitura da Capital (hoje administrada pelo petista Fernando Haddad) para  alavancar a popularidade da presidente e de seu partido”.

Trata-se de um ato absolutamente impróprio para a função pública que ocupa e que demonstra de forma clara e inequívoca o descumprimento das regras de moralidade e impessoalidade que devem nortear o uso do dinheiro público. A orientação do ministro fere o interesse público, agride os interesses da sociedade e viola a legislação sobre uso de recursos públicos na área de comunicação.

Por fim, O Ministro reconhece que o PT  utilizou o mecanismo de robôs nas redes sociais durante a campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff com objetivo de forjar audiência para propaganda da então candidata. Tal afirmativa demonstra a manipulação criminosa das redes sociais por parte da campanha da candidata e o desrespeito com as regras que regem o bom uso da internet.

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Relatório da Secom da Presidência da República avalia erros do governo Rousseff

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