Professores da Universidade Estadual de Feira de Santana aprovam estado de greve

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Pórtico de entrada da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Alunos são prejudicados com deflagração da greve.
Pórtico de entrada da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Alunos são prejudicados com deflagração da greve.
Pórtico de entrada da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Alunos são prejudicados com deflagração da greve.
Pórtico de entrada da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Alunos são prejudicados com deflagração da greve.

Em assembleia, os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) aprovaram o estado de greve e a paralisação das atividades acadêmicas, marcada por ato público na Secretaria da Educação (SEC), dia 8 de abril de 2015. A mobilização reflete a preocupação da categoria com a política do governo da Bahia de sucateamento da educação pública superior, que este ano recebeu R$ 7 milhões a menos do total destinado para custeio e investimento, se considerado o valor do exercício de 2014. A atividade já está aprovada também na Uesc e a Uesb. A Uneb fará assembleia dia 31 deste mês para avaliação da pauta.

A redução anual das verbas destinadas às Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) tem agravado a crise financeira nas instituições e prejudicado as condições de trabalho e de estudo. Há alguns anos, o orçamento aprovado pelo governo está aquém das necessidades acadêmicas, o que aumenta o risco de as instituições entrarem em colapso financeiro e de faltar dinheiro para comprar material, executar obras, garantir o funcionamento do restaurante universitário, pagar fornecedores e terceirizados, realizar concursos e seleções públicas para professores e técnico-administrativos, dentre outras demandas.

Nos últimos dias, houve paralisação de estudantes e professores dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Uefs, que reivindicam pautas como laboratórios, contratação de docentes e oferta de transporte para a participação em eventos. A insuficiência de recursos também prejudicou os trabalhadores terceirizados, que cruzaram os braços em protesto contra o atraso no pagamento dos salários, vale-transporte e ticket-alimentação.

Com base na execução, contratos e despesas fixas de 2014, mais as projeções para 2015, a Assessoria do Planejamento da Uefs fez uma proposta orçamentária de R$ 289.13.000,00 milhões para atendimento das demandas deste ano. O governo, por sua vez, destinou à instituição R$ 247.495.000,00 milhões. A situação, que deixa a reitoria numa posição vexatória por não poder honrar os compromissos financeiros, é semelhante nas outras três universidades estaduais.

“A luta por aumento no orçamento unifica todas as categorias, pois o que se prioriza é a qualidade do ensino público. A reivindicação é por, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as Ueba mas, distante de todos os problemas financeiros das universidades, o governo destinou para 2015, apenas, 5%”, disse Elson Moura, coordenador da Adufs, ao reforçar que a pauta da categoria foi protocolada em dezembro do ano passado, exigindo negociação em janeiro. Até então, o Movimento Docente (MD) não obteve retorno.

Durante o ato público do dia 8 de abril, o MD solicitará reunião com o governo. Caso a categoria não seja recebida, uma nova assembleia será convocada nas quatro universidades e, desta vez, para a apreciação da deflagração da greve. Também será elaborado Dossiê contendo a relação dos transtornos causados à instituição em função da redução orçamentária, além da organização de evento com outros segmentos para a construção de pauta unificada.

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