Presidenta Dilma Rousseff defende Joaquim Levy e diz que ministro foi mal interpretado

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Presidenta Dilma Rousseff desconsidera comentários a respeito da fala de Joaquim Levy.
Presidenta Dilma Rousseff desconsidera comentários a respeito da fala de Joaquim Levy.
Presidenta Dilma Rousseff desconsidera comentários a respeito da fala de Joaquim Levy.
Presidenta Dilma Rousseff desconsidera comentários a respeito da fala de Joaquim Levy.

A presidenta Dilma Rousseff comentou hoje (30/03/2015) as declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre sua gestão e disse que o ministro foi mal interpretado.

Em palestra a membros do setor financeiro na última semana, Levy disse que Dilma tem “um desejo genuíno de acertar as coisas, não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno”, de acordo com gravação obtida pelo jornal Folha de S.Paulo.

“Não tem por que criar maiores complicações por isso, ele [Levy] já explicou isso exaustivamente. Ele ficou bastante triste com isso e me explicou. Tenho clareza de que ele foi mal interpretado”, disse a presidenta em entrevista após evento do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Capanema, no Pará.

Joaquim Levy nega crítica e diz que tem “enorme afinidade” com Dilma

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (30/03/2015), em São Paulo, que tem uma “enorme afinidade” com a presidenta Dilma Rousseff na visão de longo prazo da economia. “Não há nenhuma desafinação”, enfatizou, ao comentar as declarações em uma palestra na última semana, na Escola de Negócios da Universidade de Chicago, que foram interpretadas como uma crítica à presidenta.

Durante almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para 600 empresários, Levy voltou a negar que tenha criticado Dilma. “A presidenta tem sido absolutamente explícita e genuína sobre seus objetivos”, ressaltou.

Levy explicou que, na palestra em Chicago, ele quis dizer que, mesmo com a vontade da presidenta, às vezes, é difícil colocar em prática algumas medidas. “A gente nem sempre consegue tudo o que deseja em um processo democrático, e isso é bom.”

O ministro disse acreditar na aprovação das medidas de ajuste fiscal pelo Congresso. “Temos tido sucesso em conversas que, em um primeiro momento, não pareciam estar encaminhadas”, disse ele, ao falar sobre as negociações entre o governo e os parlamentares para aprovação das propostas.

De acordo com Levy, o objetivo do governo é reduzir os próprios gastos ao patamar de 2013. “Não temos discutido quantidade, quantos bilhões vamos cortar. Mas que fique claro que, com relação à programação financeira, aquele gasto que pode ser controlado, o objetivo é trazer para o nível de 2013. Isso exigirá grande disciplina.”

Para o ministro, esse controle pode representar uma redução de aproximadamente 30% dos empenhos feitos pelo Executivo. Apesar de defender a redução de gastos, Levy admitiu que o processo não será simples. “Cortar na carne é importante, mas não é fácil, porque não tem muita carne.”

Levy ressaltou a importância do planejamento dos gastos e da desonerações de tributos, de modo que as contas continuem equilibradas. “Não podemos criar novas despesas que venham a exigir novos impostos. Ou sair cortando impostos, sem ter ajustado as despesas”, concluiu.

Levy contesta interpretação de frase sobre Dilma

Ontem (29/03/2015), o ministro contestou a interpretação negativa dada a sua declaração pelo jornal.

Dilma disse que Levy tem trabalhado na negociação das medidas do ajuste fiscal que dependem de aprovação do Congresso Nacional e reforçou os argumentos do governo em defesa dos cortes de gastos. Segundo a presidenta, o país depende do ajuste para voltar a crescer. “Você tem que adequar a política econômica e toda a sua ação às mudanças da realidade, estamos fazendo isso. Tenho certeza [de] que o Brasil volta a crescer se a gente fizer essa movimentação”, avaliou.

Dilma voltou a dizer que o governo absorveu os impactos da crise nos últimos anos e que agora é preciso reduzir os subsídios para garantir o equilíbrio das contas. “Nós fomos até onde pudemos, absorvendo no Orçamento Geral do país todos os efeitos da crise: desoneramos folha, demos para financiamento de investimento juros de 2%, enfim, fizemos uma porção de desonerações. O que estamos fazendo agora? Estamos reajustando desonerações que fizemos”, acrescentou.

Durante o discurso, a presidenta também defendeu o ajuste fiscal e a retomada do crescimento e disse que o Brasil “tem reservas em dólar suficientes para enfrentar qualquer crise internacional” e que a estrutura bancária do país “não está nem um pouco comprometida”, como é o caso dos países desenvolvidos.

“Nós tivemos que segurar a onda, um verdadeiro tsunami, da crise internacional, que desempregou 60 milhões na Europa, que tirou direitos, que acabou com garantia de emprego, que produziu uma catástrofe social”, comparou.

Dilma entregou 1.032 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida no município de Capanema, que fica a 160 quilômetros de Belém. O empreendimento recebeu R$ 53,6 milhões de investimento e deve beneficiar 4 mil pessoas.

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