Mobilidade urbana em Feira de Santana

Transporte precário Foto gentilmente cedida pela SECOM

Transporte precário
Foto gentilmente cedida pela SECOM

Um projeto de “Mobilidade Urbana” para Feira de Santana – o que não existe nesta cidade – proporcionaria à população as condições necessárias para o seu deslocamento pelas diversas artérias da cidade. Este projeto resolveria, ou ajudaria a resolver, os problemas ocasionados pelo excesso de veículos que circula na zona urbana, principalmente no centro comercial.

Como já foi exposto em diversos artigos, quem habita em Feira de Santana não consegue se locomover com fluência de sua residência para o trabalho, ou para algum lugar no qual as pessoas tenham necessidade ou simplesmente por desejo de estar, independente de que tipo de veículo esteja usando.

A mobilidade urbana lhe dá a garantia de seguir para o destino pretendido, no horário certo e com tranquilidade. É também ter a opção de deixar seu veículo na garagem e sair utilizando um sistema de transporte coletivo ideal, até mesmo de bicicleta ou a pé.

Para que tudo isso se torne possível, precisaria da criação de ciclovias, calçadas adaptadas aos deficientes físicos e visuais, condições para que qualquer cidadão possa decidir que tipo de transporte vai usar, porque teria a certeza de que não vai ficar bloqueado nos engarrafamentos ou nos diversos obstáculos que se encontra nas calçadas, que deveriam ser destinadas aos pedestres.

Por outro lado, o transporte público de Feira de Santana é uma lástima, um caos generalizado. Ônibus com o estado de conservação sofrível – sucateados – sujos, quebrando e até mesmo incendiando em pleno centro da cidade; os usuários estão sempre reclamando das condições das poltronas que às vezes sujam e/ou rasgam as suas vestes.

Não é oferecido o mínimo de conforto ao usuário que paga uma tarifa altíssima. A qualidade do serviço prestado é ínfima, não há pontualidade, segurança durante o trajeto e tudo isso causa aos passageiros, insatisfação e estresse. Ao chegarem a seu destino, as pessoas descem do veículo com o aspecto de que vieram de uma batalha. E o pior está por vir: a demanda está aumentando e não se vê a mínima possibilidade de melhorias. O BRT é um sonho que não sai do papel.

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Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.