Justiça Federal decreta nova prisão de Fernando Soares

Juiz Sérgio Fernando Moro decreta nova prisão preventiva.
Juiz Sérgio Fernando Moro decreta nova prisão preventiva.
Juiz Sérgio Fernando Moro decreta nova prisão preventiva.
Juiz Sérgio Fernando Moro decreta nova prisão preventiva.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelo inquérito da Operação Lava Jato na primeira instância, decretou na quarta-feira (25/03/2015) nova ordem de prisão preventiva para o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Apontado como um dos operadores do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras e pagamento de propina a partidos e agentes políticos, Baiano teve a primeira prisão preventiva decretada em 21 de novembro de 2014 e está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

“Surgiram mais provas a respeito dos crimes pelos quais Fernando foi denunciado, novas provas sobre outros crimes de que teria participado e ainda, em especial, prova de que ele teria intermediado o pagamento de propinas para obstruir o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito [CPI] de 2009 e 2010, evidenciando risco à investigação e à instrução”, informou Moro na decisão, que atende a pedido do Ministério Público Federal.

Conforme a decisão, a segunda ordem de prisão contra Baiano foi determinada a partir do levantamento do sigilo sobre o conteúdo dos depoimentos prestados no acordo de colaboração premiada feito pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Segundo consta na decisão de Moro, o doleiro Alberto Youssef afirmou que, em 2009, “houve uma situação de emergência relacionada à criação de uma CPI pelo PSDB, visando a investigar a Petrobras, sendo que, com o pagamento de cerca de R$ 10 milhões para os parlamentares Sergio Guerra, Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira, a questão foi resolvida” e que Baiano participou “diretamente” da operação. O pagamento de propina a parlamentares federais para obstruir a CPI também foi confirmada por Paulo Roberto Costa.

“No caso, há depoimentos no sentido de que foi paga propina a parlamentares federais para obstruir regular funcionamento da CPI da Petrobras de 2009 e 2010 e ainda que Fernando Soares, acusado pelo MPF de ser intermediador de propinas e profissional da lavagem, participou diretamente destes fatos, intermediando o pagamento da propina entre corrupto e corruptores”, escreveu Moro.

Ainda de acordo com o juiz, surgiram depoimentos indicando que Fernando Soares intermediou também propina para diretores da Petrobras na aquisição da Refinaria de Pasadena. A compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, é investigada em inquérito que tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro. A suspeita é que o negócio foi superfaturado.

Ciro Nogueira (PP-PI), em nota, disse que a Procuradoria-Geral da República sequer instaurou inquérito, pois considerou as declarações contra ele “inconsistentes” e “sem fundamentos, o que ensejou o arquivamento dos fatos noticiados”.

Sergio Guerra, que presidia o PSDB à época do fato relatado por Youssef, morreu em 2014. O PSDB informou, em nota, que apoia todas as investigações em curso na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) disse que “não irá se pronunciar com relação a fatos que desconhece e que digam respeito a terceiros” e que “já se colocou à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

*Com informações da Agência Brasil.

Redação do Jornal Grande Bahia
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