Tesouro estima que Dívida Pública Federal pode chegar a R$ 2,6 trilhões em 2015

Arno Hugo Augustin Filho, Secretário do Tesouro Nacional.
Arno Hugo Augustin Filho, Secretário do Tesouro Nacional.
Arno Hugo Augustin Filho, Secretário do Tesouro Nacional.
Arno Hugo Augustin Filho, Secretário do Tesouro Nacional.

A Dívida Pública Federal deverá encerrar o ano em uma faixa entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões. Os números foram divulgados hoje (11/02/2015) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública em 2015. A DPF terminou 2014 em R$ 2,296 trilhões, segundo relatório divulgado também nesta quarta-feira.

De acordo com o PAF, que apresenta metas para a dívida pública este ano, o governo pretende continuar melhorando a composição da DPF no decorrer do ano, ampliando a fatia de títulos prefixados – com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente – e vinculados à inflação diminuindo a parcela corrigida por taxas flutuantes como a Selic (juros básicos da economia) e pelo câmbio.

Segundo o documento, a fatia dos títulos prefixados deverá encerrar o ano entre 40% e 44% da DPF. Atualmente, a participação está em 41,6%. A parcela corrigida por índices de preços deverá ficar entre 33% e 37%. Hoje, está em 34,9%.

A parcela da DPF vinculada a taxas flutuantes deverá cair de 18,7%, registrado atualmente, para uma faixa entre 17% e 22%. Sobre a participação da dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, a meta é encerrar 2015 entre 4% e 6%. O percentual atual está em 4,8%.

Com relação ao prazo médio da DPF, o Plano Anual de Financiamento calcula que ficará entre 4,4 anos e 4,6 anos, em 2015. No fim de 2014, ficou em 4,4 anos. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses deve encerrar o ano entre 21% e 25%. Atualmente, está em 24%.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada.

*Com informações da Agência Brasil.

Redação do Jornal Grande Bahia
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