PSDB buscará apoio para a criação de quatro CPIs em 2015

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Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, defende novas investigações.
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, defende novas investigações.
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, defende novas investigações.
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, defende novas investigações.

O PSDB começará a nova legislatura no Congresso Nacional mirando a criação de quatro comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar questões da Petrobras, do setor elétrico, de fundos de pensão e bancos públicos.

Na avaliação de líderes do PSDB e do presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), 2015 será um ano de dificuldades para o governo federal. Segundo Aécio, essas dificuldades se devem, em parte, à frustração gerada após tantas expectativas positivas apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral.

“A cada dia que passa, comprova-se que nossos alertas [feitos durante a campanha eleitoral] eram os alertas corretos. A presidenta da República não permitiu que o Brasil debatesse, durante a campanha, medidas para a superação da crise. Vendeu um país da fantasia, de conto da carochinha, no qual o Brasil crescia com pleno emprego e não havia necessidade de qualquer ajuste. Hoje, o custo dos ajustes é muito mais alto pela irresponsabilidade do governo, que não tomou, no momento que deveria ter tomado, as providências necessárias para conter esses equívocos”, disse na sexta-feira (30/01/2015) Aécio, ao chegar à reunião da bancada do partido, no hotel Royal Tulip, em Brasília.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), companheiro de chapa de Aécio na eleição presidencial, concorda e diz que este “será um ano de grande confusão, tanto no âmbito político como no social para a presidenta Dilma Rousseff, que está cercada de más notícias”.

O senador defendeu a criação de CPIs no Congresso Nacional, “não para pressionar o governo federal, mas para colaborar com os órgãos que já estão investigando esses problemas”, disse ele, referindo-se ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Tribunal de Contas da União. Para o senador paulista, CPIs dão repercussão política, com pessoas falando para esclarecer fatos.

Tanto Aécio Neves quanto o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), defenderam a instalação de CPIs para aputar denúncias de irregularidades na Petrobras, no setor elétrico, nos fundos de pensão e nos bancos públicos. “Devemos centrar fileiras para, imediatamente, colher as assinaturas necessárias para a recriação da CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito] da Petrobras, além de outras que estão sendo cogitadas. Temos a responsabilidade, enquanto fiscalizadores do Executivo, de avançar nessas investigações”, afirmou Aécio.

“Temos informações de que os bancos públicos têm sido usados para privilegiar grupos amigos. Já o setor elétrico tem de ser investigado porque, além da crise e da desorganização, teve [a presidenta] Dilma Rousseff como autoridade”, reforçou Imbassahy.

Os parlamentares manifestaram apoio às candidaturas de Júlio Delgado (PSB-MG) à presidência da Câmara, e de Luiz Henrique (PMDB-SC) à presidência do Senado. “O caminho natural do PSDB é fortalecer a candidatura de Delgado, que, a meu ver, é a que tem melhores condições de garantir a independência fundamental que a Câmara dos Deputados não teve nos últimos anos. No Senado, não é diferente. A candidatura de Luiz Henrique atende à mesma aspiração: que não tenhamos um Legislativo acuado, submisso e, principalmente, submetido às vontades e orientações do Palácio do Planalto”, disse Aécio.

“Os presidentes das duas casas precisam de responsabilidade e de apoio político e social. O Luiz Henrique é um candidato com longa tradição democrática dentro do PMDB. É equilibrado, e não fará uma gestão nem de oposição nem de situação”, justificou Aloysio Nunes Ferreira. Para Imbassahy, o apoio a Júlio Delgado confirma a parceria que já vem sendo formada entre o PSB e o PSDB. “Temos no PSB uma parceria importante, e a maioria deles [deputados] quer formar conosco um bloco de oposição”, disse o líder tucano na Câmara.

*Com informações da Agência Brasil.

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